— Estão todos aqui? Olá, eu sou Helena. Estou entrando oficialmente na Seraphina Biotech hoje. Conto com o apoio de vocês.
Helena exibiu um sorriso doce e falou para o grupo com uma voz suave: — Trouxe alguns chás e doces. Fiquem à vontade.
Os colegas agradeceram um a um. O ambiente estava harmonioso.
Helena cruzou a multidão e parou direto na frente de Beatriz.
Ela pegou um macaron bem decorado, estendeu-o para Beatriz e disse baixinho: — Irmã, experimente. O Arthur escolheu esse especialmente para mim, disse que o sabor é ótimo. Resolvi trazer para dividir com todo mundo.
O Arthur escolheu especialmente.
Condizia com a atitude de Arthur. Ele era maduro e sensato. Como Helena acabara de entrar numa nova empresa, precisaria conquistar as pessoas.
Ele não estava lá, mas havia preparado o terreno perfeitamente para ela.
E Helena só estava ali para provocá-la.
Beatriz olhou para Helena. Um sorriso leve formou-se em seus lábios, sem qualquer sinal de raiva. Seus olhos mantiveram-se serenos.
— É mesmo? — falou baixinho, em um tom que só as duas ouviriam. — Que bom. Já que foi o meu marido quem comprou, aproveite você também.
O meu marido.
Três palavras leves, mas com impacto de sobra.
Não importava o quão ruim fosse a relação dela com Arthur.
Sem o divórcio, Helena seria para sempre apenas a amante.
O sorriso de Helena endureceu na mesma hora. Seu rosto perdeu a cor aos poucos, e sua maquiagem doce adquiriu um tom pálido.
— Afinal, você está começando no trabalho, e eu, como sua irmã, também precisava fazer algo — Beatriz sorriu. — Já que o meu marido pagou a conta para me ajudar, esse é o presente do casal. Ele foi bem atencioso, o que me poupou dessa dor de cabeça.
Helena: ...
Ficou sem palavras.
Estavam prestes a se divorciar.
Beatriz era descarada. Arthur preparara o terreno para ela, mas Beatriz fizera parecer que fora para ajudar a esposa.
Todos olharam para Beatriz e Helena, divididos entre a curiosidade e o interesse pelo barraco.
Grávida.
Helena estava grávida.
De quem era o filho?
Ninguém sabia que a verdadeira herdeira da família Nogueira tinha marido ou namorado.
Gabriel franziu a testa.
Beatriz cruzou os braços e disparou: — Tudo bem. Eu não me importo de dividir o espaço com você, contando que você não reclame.
Era dela, por que abrir mão?
Helena hesitou, baixando os olhos: — Mas eu preciso de silêncio.
Ela olhou para Beatriz: — Irmã, quando o bebê nascer, eu devolvo o lugar, certo?

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