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A Esposa que "Morreu": O Despertar da Obsessão romance Capítulo 543

As duas ficaram apavoradas, sem saber o que fazer.

Logo depois, Arthur lidou com a tempestade de relações públicas e se aproximou, andando com o rosto inexpressivo.

Ele mantinha o olhar frio e sério, depois de passar pelo sufoco da droga, a dor física e a briga com a opinião pública, o seu temperamento havia chegado no limite.

Quando ele lançou o olhar, de imediato, percebeu quem era a mandante.

Todo o plano com a droga, do começo ao fim, foi criado por sua mãe.

Helena deveria ter ajudado.

Arthur abriu os lábios finos, falando com a voz fria.

— É melhor as duas se explicarem.

A frase dele calou o local por completo.

Helena se assustou e tremia dos pés à cabeça, tentando tirar a culpa dela:

Ela ficou de olhos vermelhos, fingindo estar com a cara de inocente e ofendida, olhou para Dona Luísa com indignação:

— Tia! Como a senhora pôde fazer isso?!

— Como você dopou o Arthur e organizou esse escândalo sozinhas!

— Eu não sabia de nada, muito menos que você tentou me envolver!

— Nunca pensei em usar esses golpes baixos para forçar o Arthur a assumir as consequências!

Ela atirou todas as culpas em Dona Luísa e lavou as próprias mãos.

Dona Luísa hesitou, mas logo entendeu.

Ela não podia envolver a Helena.

Se provassem que Helena participou da armação de seu filho, nunca mais teria chance entre ela e Arthur.

Por causa de Helena, pela única chance que os dois teriam, ela tinha que levar a culpa sozinha.

Dona Luísa respirou fundo e com um rosto inexpressivo, ficou na frente de Helena.

Ela olhou para Arthur e tomou a frente: — Fui eu.

— Não tem nada a ver com a Helena.

— Ela não sabia desde o início. Não participou, não sabia.

O olhar de Arthur ficou mais frio.

— Mãe.

O olhar de Dona Luísa estava duro: — Arthur, eu sou a sua mãe.

— Eu vi você por cinco anos não se casando ou namorando, tudo isso pela memória de uma falecida!

— E vi a Helena te acompanhando, fazendo as coisas e aceitando passar por essas injustiças durante cinco anos!

— Eu me senti mal, fiquei triste pela Helena, e ainda mais por você!

— Eu só queria fazer com que você olhasse para os outros, que ficassem juntos em harmonia!

— A culpa foi toda minha.

— Fui tonta e perdi a razão.

— Não culpe a Helena.

Helena tentou mostrar sensatez e aconselhou.

— Tia, a senhora foi muito impulsiva.

— Entre nós dois a amizade é com base na medida certa e com respeito mútuo.

— Não devia usar algo tão grave para se meter nisso.

— Isso ofende as pessoas. É ruim para a sua reputação.

Ela falou como se fosse superior, limpa, como se fosse uma pessoa completamente inocente.

Arthur encarou as duas cantando juntas no mesmo coro.

Ele sabia muito bem.

Helena não teria ficado no escuro.

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