Mas agora, após tantas adversidades, ela lhe trouxe amor e também esperança.
Foi assim, de maneira tão simples, que ele pôde ver o lado mais belo dela.
Depois de admirar aquela foto, Manuela puxou Lucas para passear pelo Jardim Real, indo e vindo, analisando cada quadro diversas vezes, só então conseguindo acalmar um pouco a excitação.
"Irmão Lucão, Manuela, eu posso andar!!" Jorge gritou de repente, assustando a todos.
Manuela virou-se rapidamente e viu que, sem o auxílio da muleta, ele já conseguia andar normalmente. Exceto pelo fato de não poder caminhar rápido por enquanto, não havia mais nenhum problema.
Ao ver o sorriso de Jorge, quase com lágrimas de felicidade nos olhos, Manuela curvou levemente os lábios, sorrindo com um toque de malícia.
"Muito bem, muito bem," elogiou ela. "Conseguiu se recuperar até antes do que eu esperava!"
"Claro! Eu não fiquei treinando do amanhecer ao anoitecer à toa esses dias!" Jorge respondeu com orgulho, aproximando-se deles lentamente.
Era a primeira vez que Manuela encarava Jorge de pé e, naquele instante, entendeu por que o Sr. Jorge sempre fora tão disputado entre as mulheres, além do poder da sua família. Sua aparência também era um grande diferencial.
Já era bonito sentado na cadeira de rodas, mas em pé, realmente era um verdadeiro galã, elegante e charmoso, como se os adjetivos tivessem sido criados para ele.
"Cunhadinha, ficou impressionada com a minha beleza?" Notando o olhar dela, Jorge sorriu de maneira vaidosa e piscou para ela.
Manuela imediatamente voltou ao seu semblante sério e virou-se, dizendo: "Amor, ele está me paquerando."
Lucas, com o rosto impassível, respondeu: "Jorge, você está pedindo para morrer?"
Jorge: "???"
Seria assim a sensação de passar frio durante uma nevasca em pleno junho?
Ele só tinha feito uma provocação, qual era o problema?!
Homem casado é mesmo incompreensível!!
O ar ficou subitamente silencioso.
Ao ver na tela a conversa familiar, incluindo o seu juramento absurdo de comer fezes ao se recuperar, Jorge por um instante quis voltar para a cadeira de rodas!
"Aquele... aquela mentira, quer dizer, era você?!" Ele levantou os olhos, incrédulo, encarando Manuela.
Manuela rapidamente guardou o celular, exibindo um sorriso quase demoníaco. "Era eu, surpresa? Não esperava por essa, né?"
O Sr. Jorge não queria acreditar. "Mas você nem tinha me encontrado ainda, como soube que eu estava envenenado?"
"Tenho meus meios. O importante é: o Sr. Jorge não está pensando em dar o calote, está?" Os olhos de Manuela se estreitaram e seu tom ficou perigoso.
Jorge, por instinto, ia concordar, mas então lembrou do Irmão Lucão, que certamente escolheria a esposa em vez dele. As palavras ficaram presas na garganta.
"...Não." Respondeu ele, desolado. "Eu como. Hoje à noite mesmo."

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