Só então todos respiraram aliviados. Enquanto o respeito por Manuela crescia em seus corações, finalmente saíram do quarto com tranquilidade.
Quando o ambiente ficou vazio, Lucas segurou repentinamente a mão da sua pequena esposa, que ainda estava atarefada, puxando-a para dentro de seu abraço.
Ele baixou a cabeça e a beijou, segurando delicadamente o rosto dela com as mãos. "Pronto, não se preocupe mais, eu estou bem, não estou?"
Os outros só enxergavam sua calma e compostura, mas apenas ele percebia que sua Manuela tinha o maxilar tenso, a raiva ainda não havia dissipado, e, no fundo dos olhos, restava uma ponta de medo e angústia.
— Ela ainda estava preocupada com ele.
Manuela hesitou por um instante e, de repente, o abraçou com força, seu corpo fino tremendo levemente, quase imperceptível.
Ninguém sabia o quão apavorada ela ficou ao receber a ligação do Lionel.
Ela vinha se forçando a manter o controle, mas só agora permitiu-se desabar.
"Ainda bem que você está bem...", disse ela, tomada por um alívio imenso.
O episódio de Lucas ter sido drogado não havia acontecido em sua vida passada.
Ela não ousava imaginar se, devido ao seu renascimento, algo tivesse mudado e acontecesse algo com ele — o que faria então?
"Não tenha medo, estou aqui", Lucas a envolveu com os braços, beijando delicadamente o topo de sua cabeça; sua voz grave e suave era puro consolo e carinho.
Depois de um tempo, Manuela finalmente se acalmou. Pensando em quem ousou atentar contra seu marido, seu olhar voltou a ficar gélido: "Se descobrirmos quem foi, essa pessoa vai pagar caro!"
Dessa vez ela estava ali, por isso Lucas não correu perigo. Mas e se ela não estivesse? Os três anos de vida que Lucas tinha poderiam ter sido reduzidos a menos de seis meses!
"Vai pagar sim", respondeu ele, com o olhar sombrio.
Logo, a empregada trouxe o remédio recém-preparado. Manuela fez questão de ver Lucas tomar.
O gesto de fugir foi interrompido bruscamente. Lutando contra a timidez, ela forçou-se a parecer tranquila: "Quero sim!"
E, para provar sua decisão, pegou a cuia, tomou um grande gole e, devido à pressa, até deixou um pouco de líquido escorrer pelo canto da boca.
Aproveitando a coragem do momento, aproximou-se sem hesitar. O olhar de Lucas escureceu; ele segurou a nuca dela com firmeza e a beijou, começando a tomar o remédio da sua boca.
Quando terminaram a cuia, já tinham se passado vinte minutos. Manuela só conseguia ficar deitada no colo do marido, tentando recuperar o fôlego.
Lucas a abraçou, acariciando suas costas com a mão grande. Ao ver a expressão desorientada dela, um leve sorriso passou por seus olhos escuros.
Ele se inclinou e, ao pé do ouvido dela, murmurou em tom baixo: "Manuela, você está um pouco enferrujada em dar remédio. Precisa praticar mais."
Manuela: "..."
Para que ela precisaria treinar isso?!

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