A expressão das duas empregadas e de Júlia mudou drasticamente.
— Flora, que absurdo você está dizendo?! — esbravejou Júlia. — Se tem coragem, apresente alguma prova!
Flora entrou em pânico.
Ela havia visto aquilo apenas por acaso.
Como poderia ter alguma prova?
Virando-se apressadamente para Manuela, ela disse:
— Senhora, eu não estou mentindo...
— Fique tranquila, eu acredito em você — disse Manuela.
Flora suspirou, aliviada.
Marta, no entanto, demonstrou seu descontentamento.
— O que a senhora quer dizer com isso? Vai condenar a minha Júlia sem nenhuma prova?
As outras duas empregadas também intervieram.
— Nós não vimos Júlia desligar disjuntor nenhum. A Flora é quem está mentindo! Se a senhora nos punir por essa razão, não aceitaremos!
Manuela deu um leve sorriso, mas seu olhar era gelado.
— Eu dei uma chance a vocês. Foram vocês que não a quiseram. Querem provas? Pois bem, eu tenho.
O coração de Júlia deu um salto, mas ela logo se recuperou.
Ela mesma havia apagado as gravações da câmera de segurança.
Que prova Manuela poderia ter?
Seu coração se acalmou.
— Você não achou que eu teria apenas uma câmera no meu quarto, achou?
A voz de Manuela soou de repente.
Ela já esperava que tentassem roubar algo.
Como poderia ser tão descuidada a ponto de não tomar nenhuma precaução?
No dia anterior, ela havia instalado uma microcâmera em seu quarto.
Um corte de energia não a afetaria em nada.
Ela pegou o celular.
Seus dedos finos e pálidos tocaram levemente a tela.
No instante seguinte, a imagem de Júlia apareceu no visor.
Ela segurava uma chave, abrindo a gaveta de Manuela de forma sorrateira.
O rosto de Júlia empalideceu subitamente.

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