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A Filha Invisível romance Capítulo 491

Wyatt deu um passo à frente e agarrou o ombro dela com força. Sua voz era cortante, exigente: “O que foi isso? Queria ver com seus próprios olhos… E depois desaparecer silenciosamente da minha vida, não é?”

Seu tom ficou mais sombrio, cada palavra carregada de significado. “É isso que está planejando?”

Yunice franziu a testa. “Não.”

Ela não havia pensado tão longe. Só queria confirmar o estado de Nora antes de decidir o que fazer.

Se houvesse alguma chance de Nora se recuperar, ela não se agarraria a ele, e certamente não se permitiria sentir nada mais por ele.

Wyatt a encarou, buscando algum lampejo da emoção que precisava ver.

Yunice retribuiu o olhar, com suas sobrancelhas ainda franzidas, e uma expressão sombria.

Ela entendia sua frustração, mas para Wyatt, sua calma inabalável era a parte mais irritante.

Ela não parecia triste. Não estava com raiva. Apenas calma e séria.

Só alguém que não amasse poderia reagir de forma tão lógica à traição.

Wyatt sabia que estava errado. Mas não sentia culpa, apenas uma crescente tempestade de ressentimento e frustração em relação a Yunice.

Por que ela não o questionou sobre a Nora? Por que não chorou, gritou ou exigiu uma explicação?

É porque ela não me ama. Só pode ser isso.

Sua raiva se transformou em algo mais profundo, frustração, ciúme, desespero.

Sem dizer mais nada, ele a empurrou para a cama.

Wyatt montou em cima dela, com um joelho de cada lado, e com uma das mãos, afrouxou a gravata. Um lampejo de inquietação passou pelos olhos de Yunice pouco antes de ele puxar sua gola.

Chocada, ela instintivamente levou a mão à perna.

Mas Wyatt foi mais rápido. Ele arrancou a pequena arma escondida da cintura dela e a arremessou para o canto mais distante do quarto. Ela caiu no chão com um estrondo e deslizou para longe.

Yunice se virou, assustada, encarando Wyatt acima dela. A diferença de força era inegável. Ela não tinha a menor chance.

Ele enrolou a gravata em seus pulsos, apertando-a bem.

Yunice abriu a boca para falar, mas nenhuma palavra saiu. Sua respiração ficou presa na garganta enquanto o encarava, impotente sob seu peso.

Dessa vez, não havia delicadeza nele, nenhuma hesitação cuidadosa. Apenas uma urgência feroz e possessiva, como se ele precisasse lembrá-la de que ela não podia ignorá-lo.

“Wyatt...”, ela sussurrou, com a voz trêmula.

“Preciso que você entenda uma coisa: Não vou te deixar ir embora.”

Ela engasgou, assustada com a força repentina.

Wyatt se inclinou para mais perto e murmurou em seu ouvido: “Consegue sentir o quanto eu te quero?”

“Eu te amo! Wyatt, eu te amo!”

Ela não sabia se falava sério, só sabia que precisava que ele parasse.

Mas ele não parou.

Então, finalmente, seu corpo estremeceu, e o resto de suas forças foram se esvaindo em um grito sufocado.

Wyatt a sentiu desabar. Ele olhou para baixo e sorriu, um sorriso estranho, um sorriso de satisfação.

Ela se encolheu, tremendo, apavorada com a possibilidade de ele voltar para mais.

Mas Wyatt não se moveu em sua direção novamente.

Ainda nu, ele mudou de posição, encostando-se na cabeceira da cama e pegando a caixa de cigarros e o isqueiro.

Acendeu um cigarro lentamente, com uma expressão mais sombria agora, não raivosa, mas algo próximo à obsessão.

Então, ofereceu o cigarro a ela, com um leve sorriso.

Yunice, tremendo, se abraçou e olhou para ele com cautela.

Por fim, inclinou-se um pouco para a frente, com os lábios trêmulos, e pegou o cigarro de seus dedos.

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