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A Filha Invisível romance Capítulo 635

“Foi a Wendy?” Tommy perguntou.

Yunice só conseguia pensar em uma pessoa infantil o bastante para fazer algo assim—Wendy.

Tommy franziu a testa. “Isso é ridículo.”

Ele pegou o celular para ligar para alguém destrancar a porta.

Mas antes mesmo da ligação completar, a tela ficou preta de repente.

Tommy olhou para o aparelho, sem graça. “Acabou a bateria...”

E logo acrescentou: “Juro que não planejei isso, Yunice. Não se preocupe—vou explicar tudo para o seu marido.”

Isso só fez parecer pior.

Yunice lançou um olhar desconfiado para ele. Tommy se apressou em explicar. “Você não conhece bem o prédio da escola. O campus de medicina foi reformado. A área onde estamos agora faz parte do prédio antigo—os laboratórios, salas de música e depósitos como esse só são usados em situações especiais. Ninguém passa por aqui a não ser que precise muito.”

“Então... pode demorar até alguém nos encontrar. E... somos um homem e uma mulher... sozinhos...”

A insinuação era clara.

Yunice nem estava ouvindo. Ela pensava.

Por que Wendy faria uma pegadinha dessas, roubando seu celular?

Ela teria trancado os dois só para ganhar tempo e tentar desbloquear o aparelho—ou queria mesmo era criar um escândalo entre ela e Tommy?

De qualquer forma, era problema.

O celular de Yunice estava cheio de informações sensíveis. Felizmente, tinha dois sistemas. Se tivesse caído só nas mãos da Wendy, não haveria tanto com o que se preocupar. Mas se alguém realmente habilidoso conseguisse acessar e encontrasse o segundo sistema...

Ainda assim, ela já estava preparada para isso.

Tommy andava de um lado para o outro no depósito, procurando uma saída.

As janelas estavam seladas, e eles estavam no quinto andar.

As saídas de ar eram estreitas e perigosas demais.

E a porta? Sem chance.

“Yunice... quer me ajudar a procurar alguma coisa?” Tommy sugeriu, olhando para ela sentada calmamente na cadeira. “Você não está preocupada?”

Ele suspirou. “Sou instrutor residente. Você é aluna. Se começarem a espalhar boatos, você pode ser expulsa, e eu demitido. Isso vai ficar no meu histórico.”

Yunice deu de ombros. “Se a gente realmente tivesse um caso, por que trancaríamos a porta por fora?”

“Hã?” Tommy piscou, então caiu a ficha.

Como duas pessoas dentro de uma sala trancariam a porta por fora com uma corrente?

Obviamente, não poderiam.

Toda a situação contrariava a história.

Yunice murmurou baixinho: “Idiotas.”

Mas Tommy ainda estava preocupado. “E se ela voltar, destrancar a porta e começar a gritar por socorro?”

“Aí a gente seria pego bem aqui. E todo mundo pensaria o pior.”

Yunice sorriu de leve. “É isso que eu estou esperando.”

No topo estava Wyatt, com uma mensagem não lida.

Ela tocou sem pensar.

Wyatt: “O que você está fazendo?”

Nora franziu os lábios e rolou a conversa para cima. O histórico não era longo, só quatro ou cinco mensagens por dia.

Wyatt sempre mandava mensagem primeiro. Yunice geralmente respondia com uma linha.

Nunca passava de meia hora entre eles.

“Já comeu?”

“O que você comeu?”

“O que está fazendo?”

Perguntas chatas e repetitivas—mas ele mandava todo dia.

Nora sentiu um aperto no peito.

Nesse momento, apareceu outra mensagem.

Wyatt: “Está ocupada?”

Nora congelou. Exatamente trinta minutos tinham se passado desde a última mensagem dele.

Se não respondesse logo... Ele com certeza ligaria.

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