Todos ali aceitam tudo que a Lorena Estrela diz sem sequer questionar nada.
Se ela soubesse, não teria puxado bebidas tão caras; um puro desperdício das bênçãos!
— Vai querer? — Quando Kelton Adriel passou por Lorena Estrela, esticou sua própria taça. Vendo que ela não a pegava, adicionou logo em seguida: — Eu ainda não bebi desta taça.
— Obrigada. Eu não bebo à noite. — Lorena Estrela recusou calmamente.
Antigamente, naquele horário, ela estaria ou tratando pacientes ou focada nas pesquisas em seu laboratório.
Por isso, não tinha o hábito de beber à noite.
Tânia Estrela viu a recusa e se ofereceu para servir um pouco. — Lorena, você com certeza não conhece o vinho da Propriedade Roy e por isso não quer tomar. Para vinhos desse calibre de milhões, o processo de fermentação é extremamente rigoroso. A bebida não leva impurezas, nem dá azia ou dor de cabeça. Por que não experimenta? Senão, mais para frente as pessoas podem te perguntar e você vai passar vergonha por não saber nada.
Sua voz era mansa e gostosa de ouvir, mas o que ela dissera deixara as outras pessoas boiando.
As duas deusas não eram parentes?
Além disso, parecia que a relação delas tinha se acalmado antes, então por que estava meio estranha de repente?
Kelton Adriel franziu a testa em descontentamento. — Tânia, beber ou não é um direito da Lorena, nós não temos nada a ver com isso.
Tânia Estrela sorriu, parecendo inocente. — Eu não estou me intrometendo. Foi só uma sugestão. Afinal, a Lorena vai morar na Capital agora. Ter noção dessas coisas e dominar o assunto é uma questão básica de etiqueta social.
Ao ouvir isso, Giovani não pôde deixar de assobiar para dentro. — Lorena, melhor você não ficar mais na Capital. É muita frescura e regra. Por que não volta com a gente para a Universidade N depois da competição?
Xavier Castilho, que viera em silêncio para perto de Lorena Estrela, ouviu o comentário e olhou para ela na mesma hora.

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