— O que você me deu para beber?
Isadora sentiu um líquido incolor e inodoro escorrer pela sua garganta, e um pânico desconhecido tomou conta do seu coração.
A garota de cabelo curto deu um leve sorriso: — Você não queria vencer ela? Essa é a sua única chance.
Isadora tentou forçar o vômito para cuspir a poção.
— Não perca o seu tempo. Desde que você bebeu, esse veneno já começou a se misturar ao seu sangue.
A voz da garota saiu baixa e sinistra, como se fosse uma sentença de morte para ela, apertando firmemente os nervos de Isadora.
Tânia cobriu os lábios com ainda mais força, não ousando nem respirar alto, com medo de que a garota enfiasse o veneno na boca dela também no segundo seguinte.
— Você sabe quem eu sou? Agindo assim, não tem medo de que a Família Luna se vingue de você? — Isadora estava apavorada e não teve escolha a não ser usar o poder da Família Luna para ameaçá-la.
A garota de cabelo curto a olhou como se visse uma idiota: — Vocês, meninas ricas, não têm cérebro? Se eu realmente tivesse medo desse pouquinho de poder de vocês, eu faria isso?
O rosto de Isadora ficou pálido instantaneamente. A Família Luna também era considerada uma grande família muito respeitada na Capital. Até mesmo alguns grandes líderes eram muito corteses com eles.
Mas, aos olhos dessa garota de cabelo curto, aquilo não era nada.
Qual era exatamente a origem dela?
A garota percebeu as dúvidas dela, mas não pretendeva explicar, em vez disso sorriu e disse: — Vou te dar duas opções agora: ou você vence Lorena e eu te dou o antídoto, ou você vai direto ao hospital para fazer uma transfusão e desiste de vez da competição.
Isadora estava muito assustada e teve que abraçar o próprio corpo trêmulo.
Ela queria escolher a segunda opção, mas também estudava medicina e sabia que alguns venenos deixavam sequelas mesmo com a transfusão de sangue.
Além disso, a garota parecia tão calma, talvez tivesse outros truques esperando por ela.
Afinal, ela era a veterana de Lorena; vencê-la não deveria ser difícil.
Pensando nisso, ela escolheu a primeira opção sem hesitar.
Pelo menos assim ela poderia continuar viva!
A garota não se surpreendeu com sua escolha e a encorajou: — Bom, então ficarei esperando as suas boas notícias.
Tânia, que estava o tempo todo diminuindo sua presença, sentiu o coração apertar ao vê-la olhar e logo garantiu: — Fique tranquila, eu não ouvi nada. Eu definitivamente não direi uma única palavra lá fora!

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