Pérola foi humilhada por Lorena e bateu nos apoios de braço com raiva: — Lorena Estrela, eu sou sua tia, como ousa me comparar a um cachorro! Você é incontrolável. Você não tem respeito pelos mais velhos?! Kellen, ela está tão descarada assim e você não a ensina. Não tem medo de que as pessoas riam da falta de modos da Família Estrela?!
Kellen bufou friamente: — O seu comportamento é digno de modos? Minha filha só te tratou do mesmo jeito que você a tratou. Eu acho muito razoável.
Halina viu que sua mãe estava em desvantagem e, no instante em que ia ajudar, Santiago se levantou num salto.
Ele já era alto. Ao ficar em pé, a sua figura alta pesou sobre Pérola e sua filha como uma montanha inabalável.
— A Família Estrela não é um lugar onde vocês podem fazer confusão! Já que não têm consciência como membros da Família Estrela, nem nos consideram parte da família, não há necessidade de continuar falando.
Pérola percebeu no tom dele que ele queria cortar os laços. Apesar de estar irritadíssima, ela se mostrou fraca: — Santiago, eu sou a sua tia de sangue. Quando você era criança, passávamos muito tempo juntos. Fui eu quem comprou todos os seus brinquedos de montagem preferidos. Agora que você cresceu, não quer mais nem a sua tia?
Halina queria falar, mas, diante da presença assustadora de Santiago, não teve coragem de dizer uma palavra sequer.
Tânia, ao lado, também não ousou abrir a boca.
O irmão mais velho raramente ficava bravo, mas, quando ficava, ninguém se atrevia a dizer nada.
— Você costumava me tratar bem no passado, mas essa não é a razão para você tentar tirar proveito da Família Estrela. Faremos as coisas conforme o que a minha mãe disse. Em dois dias, convocarei a reunião de diretoria da Família Estrela e relatarei esse assunto exatamente como aconteceu a todos os diretores. Mandarei essas contas para a Família Matos. Quanto às questões seguintes, seguiremos os processos do Grupo Estrela.
Assim que Santiago terminou de falar, não deu chance para Pérola responder. Pediu aos empregados que as escoltassem para fora.
— Não! Eu não vou embora! — Pérola empurrou o empregado que se aproximou, gritando: — Esta é a casa do meu irmão, e a minha casa também! Com que direito vocês vão me mandar embora?! O meu irmão disse que eu posso voltar quando eu quiser. Nenhum de vocês pode me expulsar!
Halina também sabia que ela e sua mãe estariam perdidas se fossem embora naquele dia.


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