— Você... Ah!
Antes que pudesse terminar de falar, ele foi puxado de lado e uma voz feminina e fria se misturou ao vento.
— Vou pegar emprestado. Vá até a MR Global amanhã pedir o reembolso!
— Merda! Golpista, foi mexer logo comigo! Pode me aguardar! Amanhã vou fazer você me pagar até ficar na rua!
Lorena ignorou a voz xingando. Ao avistar o carro que levara Ilan, ela apertou o guidão. A moto modificada rugiu pela estrada como um guepardo solto!
No carro.
Ilan, que momentos atrás demonstrava fraqueza para Henrique Ferreira, agora usava a mesma tática para implorar por perdão.
Mas a pessoa no carro não engoliu essa história e o desacordou com uma cotovelada.
— Maya, ela está atrás de nós.
Maya estava sentada no banco de trás, olhando para a figura esbelta que vestia uma camisola e tinha os cabelos ao vento. Um sorriso de deboche surgiu no canto de seus lábios.
— Siga o plano. Mais à frente, me deixe no meio da montanha, e depois você volta para resgatar o Silas!
— Certo! Então, tome cuidado! — Léo concordou.
O carro seguiu a toda velocidade. Após abrir distância de Lorena, parou na encosta da montanha por dez segundos e partiu de novo, subindo até o topo.
Lorena estava encharcada. A umidade da chuva misturada com o vento frio da noite levava o calor do seu corpo.
Mas para ela, isso não era nada.
Havia uma curva à frente.
A tempestade pesada caía como uma cachoeira, embaçando a visão.
Por segurança, ela teve que diminuir a velocidade.
Houve dois chiados e um movimento estranho soou ao lado.

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