— O que você disse?
A ponta da faca de Maya, que estava prestes a perfurar a garganta de Lorena, parou à força a poucos centímetros de distância.
Ela olhou para Lorena sem acreditar, incapaz de entender por que Lorena perguntaria isso.
Ficava claro que ela não era a Ayana.
Lorena conteve a agitação no peito, apontando para as costas dela: — Eu reconheço a cicatriz nas suas costas. Foi causada por uma substância muito corrosiva.
Maya parecia ter ouvido algo assustador e recuou no mesmo instante.
A mão que segurava a faca curta tremia um pouco.
Ela examinou Lorena de novo com cuidado e, no fim das contas, fez a pergunta improvável.
— Você é a Ayana?
Ayana.
Lorena ouviu esse nome novamente e não pôde deixar de suspirar.
Ao olhar de novo para a garota de cabelos ruivos, não pôde evitar suspirar: — Então já se passaram tantos anos.
Ouvindo o suspiro inoportuno dela, Maya sentiu uma raiva desconhecida brotar em seu peito.
Ela olhou para Lorena. Seus olhos, que antes eram calmos, subitamente se agitaram com emoções muito fortes.
— Como você ousa admitir!
Ela saltou de repente e cortou em direção a Lorena com a faca novamente!
Lorena achava que as duas conversariam como amigas. Ela não esperava que Maya ficasse tão agitada e ainda partisse para cima. No início, ficou chocada.
Em seguida, como uma professora corrigindo o dever de casa, falou de modo gentil: — Então vou lutar um pouco com você.
Quando Maya viu que ela ainda conseguia sorrir como se nada tivesse acontecido, sentiu dor.
Sua raiva explodiu sem controle.

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