A presença familiar espantou o frio de Lorena.
Ela retribuiu o abraço e disse em um tom gentil: — Percival, estou bem.
A mão grande de Percival apertou o ombro dela com força. Claramente estava bravo e ansioso, mas a sua voz demonstrou um forte sentimento de impotência.
— Você vai me matar do coração.
Lorena riu: — Como assim? Você não veio me procurar tão rápido?
Percival soltou um suspiro pesado e entregou o guarda-chuva para o lado.
Adler o pegou de imediato.
No segundo seguinte, Percival mais uma vez pegou Lorena no colo pela cintura. Adler foi muito sagaz ao ajustar a velocidade dos seus passos para cobrir os dois debaixo do guarda-chuva.
Ao entrar no carro, Percival subiu o vidro e prendeu Lorena no banco.
— Lorena, aguente.
Lorena olhou para ele sem entender.
No momento seguinte, ele segurou o seu rosto.
Então apertou os lábios com força contra os dela, beijando-a intensamente, como se quisesse engoli-la inteira.
Seu beijo era um pouco agressivo, mas revelava muito sentimento, como se quisesse colocar todo o seu amor naquele gesto.
Lorena não resistiu e deixou que ele a beijasse.
Foi apenas quase um minuto depois que ele a soltou.
Seu polegar ligeiramente frio acariciou os lábios vermelhos dela de forma delicada. Ele sentiu pena, mas não se arrependeu.
— Lorena, não faça mais isso. Mesmo se precisar enfrentar perigo, se lembre de me levar, senão acho que não vou me controlar.
Ele sabia que ela era muito capaz e corajosa, mas não suportaria perdê-la.
Mesmo que houvesse apenas uma pequena chance, ele não se atreveria a arriscar.
— Tudo bem. Vou prestar atenção da próxima vez. — Lorena sabia que ele sempre era controlado. Não teria perdido a compostura se não estivesse mesmo em pânico.
Após receber uma resposta positiva, Percival relaxou. — Se prometeu, não pode voltar atrás, senão eu vou te punir de novo.

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