Heitor e Larissa foram os primeiros a correr para o andar de cima.
Kellen e Cristiano demoraram um pouco mais, mas os seguiram apressadamente.
— Pai, mãe.
Tânia tinha acabado de trazer duas tigelas de salada de frutas preparadas com cuidado da cozinha para que seus pais provassem, quando viu os dois correndo apressados escada acima.
Ela ficou atônita por um momento antes de colocar as tigelas na mesa.
Os pais agora tratavam Beatriz, a sobrinha, melhor do que a ela!
Dizer que mais de dez anos de sentimentos eram mais importantes do que os laços de sangue era pura mentira!
Desde que Lorena voltou, não havia mais lugar para ela naquela casa.
Vera, que acabara de voltar de fora, viu Tânia triste e sentiu um aperto no coração.
Com medo de que ela guardasse raiva e voltasse para quebrar os enfeites antigos da Vila Bellevue, ela se aproximou imediatamente para perguntar.
— Senhorita Tânia, o que houve? Quando eu saí agora pouco, você não estava preparando a salada de frutas toda animada?
— Eu não sei medicina para salvar pessoas como a Lorena. Só me resta fazer essas coisas trabalhosas e ingratas!
Vera: — ...
Era só isso?
Não era de hoje que ela não se comparava a Lorena, por que se preocupar agora?
— Mas afinal eu sou a filha que meus pais mimaram por mais de dez anos! Por que agora não tenho voz nenhuma em casa?! Só porque não sou filha biológica, devo ser tratada assim?!
Quanto mais Tânia falava, mais irritada ficava, estendendo a mão e empurrando as duas tigelas com a salada de frutas.
Vera viu e logo estendeu a mão para pegar.
Não era de admirar que estivesse tão nervosa.
Essas frutas eram todas importadas, de alta qualidade e não podiam ser compradas no país.
Além disso, o caviar adicionado à salada era de qualidade superior.

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