— Valentina!
Lorena puxou Valentina pela mão e correu em direção à cama mais próxima. Deitando-se sobre ela, escondeu-a.
Ao ver uma expressão de confusão e severidade no rosto de Lorena, Valentina não compreendeu: — Lorena, o que houve?
— Tem alguém lá fora. — Lorena nem se moveu, seus músculos tencionaram ao olhar lá para fora.
Nessa hora, um forte vento bateu e balançou as cortinas cobrindo as janelas.
No segundo seguinte, a figura de uma pessoa esbelta entrou na vista das duas.
Ele segurava uma arma longa nas mãos, com a boca da arma apontando para elas da janela de vidro transparente.
O vento da varanda balançou suas roupas em ambos os lados do corpo, mas sua mão estava firme, seus braços nem mesmo estremeceram segurando a arma.
Ele mirava nela de lá.
Lorena sabia que estava bloqueada.
Sem pânico, ela olhou para ele através do vidro.
— Pietro, pare de brincar! Guarde a arma rápido! Já não lhe contei? Armas são proibidas na Capital!
Valentina percebeu agudamente que a atmosfera não estava certa, se levantou e parou na frente de Lorena.
Pietro, na varanda, finalmente abaixou a arma.
Seu rosto estava um pouco pálido, mas os olhos carregavam uma obscuridade sombria, difícil de decifrar.
— Nos encontramos de novo. Quer conversar?
Lorena estava ali para falar com ele mesmo e respondeu friamente: — Sim.
— Lorena, vocês... — Valentina tentou perguntar aos dois o que estava acontecendo, mas foi impedida por Pietro. — Irmã, vá para fora primeiro. Gostaríamos de conversar em paz.
— Não! — Valentina recusou. As ações que o seu irmão estava fazendo na direção de Lorena a amedrontaram. Ela não podia deixá-lo machucar Lorena!
Lorena entendeu suas preocupações e disse friamente: — Valentina, não se preocupe. Nada acontecerá comigo.


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