— General Castelo, mensagem urgente! A Srta. Leona foi abusada e tirou a própria vida. A Sra. Dalia pede que retorne imediatamente e se case em seu lugar!
Na fronteira de Gretis, cascos de cavalo cortavam a água do riacho, levantando salpicos por todos os lados.
Íris Castelo cavalgava na dianteira. Ela vestia roupas simples de mangas estreitas em tom escuro, os cabelos estavam presos apenas por um palito de madeira. Seus fios e vestes esvoaçavam ao vento, exalando uma aura imponente e carregada de fúria.
Ela e sua irmã, Leona Castelo, eram gêmeas, mas devido à superstição de que gêmeos eram um péssimo agouro, Íris foi criada longe da família.
Leona era gentil e doce, nunca criou inimizades. Íris simplesmente não conseguia entender, quem poderia ter ferido uma alma tão pura e bondosa?
Ela jurava vingança, iria arrancar a pele do culpado, estraçalhá-lo e dar de comer aos cães!
Os soldados mal conseguiam acompanhar seu ritmo e gritaram:
— General Castelo, já matamos dois cavalos de tanto correr! Tem uma estalagem à frente, por que não descansamos um pouco...
Íris estalou o chicote no ar, respondendo:
— Se não conseguem acompanhar, voltem para o acampamento!
"Idiotas! Não tem tempo para descanso!"
Agora, ela carregava nas costas a vida de mais de cem membros da família Castelo!
Os soldados forçaram o galope, tentando ao máximo acompanhar, mas ela era a mais veloz cavaleira dos Acampamentos Militares do Norte, a General Castelo, veloz como o vento, fugaz como a sombra.
...
Sete dias depois, na capital.
A família Castelo estava casando uma filha, e não era um casamento qualquer, era com o Imperador. Uma honra suprema.
Povos de todas as partes se reuniam para ver o grandioso evento.
Mas, embora os mensageiros do palácio já tivessem chegado, a noiva ainda não tinha aparecido.
As pessoas murmuravam:
— Ouvi dizer que a primogênita da família Castelo foi capturada por bandidos e foi violentada brutalmente. Dizem que não é mais pura... Como pode entrar no palácio como Imperatriz?
— As mulheres da família Castelo sempre foram escolhidas como Imperatrizes. São símbolo de bênção para o reino de Gretis!
— Será que aconteceu algo mesmo? Por que a noiva ainda não chegou?
Todos esticavam o pescoço, tentando ver através dos portões da Casa dos Castelo.
Na sala principal da casa, a dama do palácio que foi buscar a noiva já tinha tomado várias xícaras de chá, sem conseguir disfarçar a impaciência. Ela recusou outra xícara oferecida por Kleber Castelo com um aceno apressado, dizendo:
— Sr. Castelo, o que está acontecendo com sua filha? Posso ir ao quarto verificar? Não podemos mais esperar! Se perdermos a hora auspiciosa, não sei como vou justificar ao palácio!
Até mesmo os plebeus se preocupavam com a hora auspiciosa para se casar, quanto mais a família real.
A demora da família Castelo parecia arrogância e desprezo pela realeza.
Kleber empalideceu ao ouvir que a dama queria ir ao quarto. Ele forçou um sorriso e respondeu, tentando soar calmo:
— Ah! Deve ser porque a minha esposa está muito relutante em deixar a filha. Ela sempre foi assim. Vou mandar alguém apressá-las, peço só mais um momento!
Com um olhar, sinalizou ao mordomo, que entendeu na hora e correu até o quarto da noiva.
Do lado de fora do quarto, o mordomo bateu respeitosamente, chamando:
— Sra. Dalia, Srta. Leona, o pessoal do palácio está pressionando de novo!
Lá dentro, não havia nenhum sinal da noiva.
Dalia andava de um lado para o outro, enxugando o suor da testa com um lenço.
— Diga que... Diga que o vestido de noiva teve um problema e que a bordadeira está fazendo uns ajustes.
O mordomo hesitou, respondendo:
— Sra. Dalia, isso não vai funcionar! A dama do palácio já perdeu a paciência. Se não dermos uma resposta concreta, ela vai invadir!
Dalia mordeu os lábios, desesperada.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas