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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 119

Íris terminou de falar e entregou as cartas.

Elas caíram nas mãos de Mateus, que as abriu uma a uma, examinando em silêncio.

Sandro e o Inspetor Imperial ficaram parados à distância, em silêncio absoluto, sem ousar trocar sequer um olhar.

Principalmente Sandro, ele repetia para si mesmo, desesperado: “É falso, tudo falso... A Imperatriz e Gilberto estão tentando me enganar!”

Pá!

Mateus bateu as cartas sobre a mesa, o olhar frio transbordando de fúria.

— Vocês dois, ajoelhem!

Na mesma hora, os joelhos deles fraquejaram, e os dois se ajoelharam de maneira quase automática.

Em seguida, os eunucos colocaram as cartas diante deles, para que conferissem com os próprios olhos se estavam sendo acusados injustamente.

Se gritassem inocência, seria chamada uma comparação de caligrafia.

Sandro lançou um rápido olhar e sentiu um arrepio percorrer suas costas, como se agulhas o espetassem.

Impossível!

Ele tinha escondido aquelas cartas muito bem, ninguém jamais poderia tê-las encontrado.

Incrédulo, Sandro pegou uma delas e a examinou de frente e de costas, suspeitando de falsificação.

Mas quanto mais olhava, mais seu coração disparava.

Eram verdadeiras, todas eram verdadeiras!

E se fosse assim, então ele estava acabado...

“Não, espera...”, Sandro disse a si mesmo em seu coração para se acalmar.

Aquelas cartas comprometiam muito mais o Inspetor Imperial, Sr. Wellington, do que a ele. Talvez ainda houvesse uma chance de sobreviver.

A mente de Sandro girava numa velocidade insana, procurando desesperadamente uma saída.

Mas ele superestimou a razão diante do medo.

O Inspetor Imperial, ao ler as cartas, começou a tremer inteiro.

Apesar de serem trocas de correspondência, a maioria era de Sandro, mas muitas tinham sido escritas por ele mesmo.

Era a própria letra, não havia como negar.

Maldito Sandro! Por que guardou tudo aquilo? Estava louco?

Contendo a vontade de estrangular Sandro ali mesmo, o Inspetor Imperial se prostrou e bateu a testa no chão.

— Imperador, me perdoe, por favor! Eu... Eu fui fraco. Aceitei os subornos de Sandro, e mesmo sabendo que ele... Que ele tinha prejudicado Gilberto anos atrás, eu não o denunciei... Fui ganancioso, eu reconheço a minha culpa!

Sandro, que ainda matutava uma forma de se livrar, congelou ao ouvir aquilo, como se caísse em um abismo gelado. Ele olhou para Sr. Wellington incrédulo, atônito.

“Desgraçado! Já me entregou assim, tão rápido?”, ele praguejou em seu coração.

O Imperador nem tinha começado a interrogar, ainda havia espaço para recuar!

Tudo caminhava exatamente como Íris havia previsto.

Ela, de semblante impassível, observava cada reação, guardando na memória a fúria e o choque de Sandro.

— Eu? Quando foi que eu te provoquei? Que bobagem é essa? — Gritou ele. — Sandro, pense bem antes de falar! Não me acuse como um cão raivoso! O único erro que cometi foi aceitar o seu dinheiro para esconder a verdade! E mesmo assim, só fiz isso porque vi que você era um filho dedicado e não quis que sua pobre mãe ficasse desamparada!

As palavras dele tinham um tom de ameaça, mas ele havia julgado Sandro errado.

Sandro nunca foi um grande filho, ele fazia tudo apenas por aparência e reputação. Na verdade, até conseguiu licença para ficar em casa porque dopou a própria mãe, piorando a doença dela de propósito.

Condenado de qualquer jeito, Sandro só pensava em aliviar sua pena empurrando a culpa para o Inspetor Imperial.

Ele endireitou o corpo, com um ar de quem já aceitava a morte de frente.

— Imperador, foi o Sr. Wellington quem pegou implicância com o Gilberto. Ele se aproveitou de mim e mandou que eu eliminasse o Gilberto. A rota secreta, fui eu quem contou para ele. O resto, tudo foi armado pelo Sr. Wellington. Ele sempre foi desconfiado demais, tanto que nem nessas cartas ele escreveu claramente o que tinha feito. Mas veja, nessa carta de julho do ano passado, ele disse: “Gilberto se acha demais, e esse é o preço de ter me desafiado. Se você souber se comportar, eu sempre vou te proteger.” Essas aqui, e outras também, provam que foi ele, o Sr. Wellington, o verdadeiro mandante! Eu guardei essas cartas justamente porque temia que, um dia, o Sr. Wellington tentasse me incriminar. Elas eram a minha garantia de sobrevivência!

Sandro gritava desesperado, a voz quase se rompendo.

Mas o Inspetor Imperial também não ficou quieto. Os dois começaram a trocar acusações, brigando feito cães raivosos bem no meio do salão.

O olhar de Gilberto transbordava ódio.

Aqueles dois tinham se aliado, tramado juntos, e por culpa deles tantos dos seus amigos tinham morrido, e ainda fingiam inocência!

Naquele momento, Felícia também observava a cena, fria e calculista.

Quanto ao Inspetor Imperial, ela não se importava. Mas Sandro, depois que assumiu o cargo de Tenente-General, não tinha deixado de mandar presentes e favores a ela, além de já ter resolvido alguns assuntos em seu nome.

Ela precisava proteger ele.

E se não conseguisse... Então teria que eliminar ele.

Enquanto refletia sobre o que fazer, Mateus, sentado no trono mais alto, interrompeu com uma voz dura e cortante:

— Levem eles para fora e executem por desmembramento!

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