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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 19

Embora Salomão se declarasse um "humilde servo", seu tom transparecia arrogância. Era como se, por ter ido buscar o remédio, a Imperatriz fosse obrigada a entregá-lo.

No entanto, por mais que batesse à porta por um bom tempo, ninguém respondeu.

Quem acabou aparecendo foi a dama do palácio que servia a Imperatriz, Marli, que morava nos aposentos mais afastados do Palácio da Harmonia.

Marli estava com o rosto abatido. Sem o favor do Imperador, ela, como dama da Imperatriz, estava em posição ainda mais baixa que os servos mais humildes do Palácio Calistela.

Ao ver Salomão, ela se curvou humildemente, dizendo:

— Sr. Salomão, por favor, tenha calma, talvez a Imperatriz ainda não tenha se levantado. Vou chamá-la agora mesmo.

Salomão ergueu o queixo com desdém e falou:

— Então se apresse!

— Sim, sim, já estou indo.

Marli correu até os aposentos internos e viu a Imperatriz se arrumando diante do espelho. Ela se aproximou com um sorriso bajulador, dizendo:

— Imperatriz, a Consorte Imperial está com uma terrível crise de enxaqueca. Se a Imperatriz oferecer o remédio nesse momento, o Imperador certamente vai se lembrar desse gesto e isso pode ser sua chance de reconquistar o favor dele. Não acha que é um bom negócio?

Íris desenhava lentamente as sobrancelhas, sem demonstrar pressa alguma. Ela respondeu de forma breve:

— Remédio? Acabou.

O sorriso de Marli desabou no mesmo instante.

— Imperatriz... Acabou mesmo? Não quer procurar melhor?

Assim que ela falou isso, Flora imediatamente franziu o cenho, repreendendo:

— Dama Marli, que maneira é essa de falar! A Imperatriz não saberia melhor do que ninguém o que tem ou não em seu próprio palácio? O que a Imperatriz disser, é o que você deve ser transmitido para eles!

Marli rangeu os dentes em silêncio.

"Essa maldita Flora... Como ousa me repreender? Se eu não estivesse presa ao Palácio da Harmonia, já teria trocado de senhora há muito tempo. Quem gostaria de servir uma senhora inútil e viver na penúria?"

...

No Palácio Calistela, a Consorte Imperial se contorcia de dor por causa da forte enxaqueca.

Nos aposentos internos, o Médico Imperial aplicava agulhas para tentar aliviar os sintomas. Do lado de fora, sobre uma cadeira de sândalo, o Imperador, com toda sua imponência, tinha o semblante sombrio.

— O servo que mandei ao Palácio da Harmonia ainda não voltou?

Assim que terminou de falar, Salomão entrou aos tropeços, clamando:

— Majestade! A Imperatriz disse que o remédio... Acabou.

O olhar afiado de Mateus fazia qualquer um tremer.

— Mandem a Imperatriz vir imediatamente!

Com o Imperador irritado, ninguém ousava hesitar.

Logo depois, Salomão voltou, se ajoelhando com o corpo trêmulo e dizendo:

— Imperador... A Imperatriz... Ela... Ela se recusa ver qualquer um!

...

De volta ao Palácio Calistela.

O Imperador estava lá, e bastava ele estar de pé ali para impor medo e respeito.

Esse era o poder de um soberano.

Salomão ajoelhado diante dele, sentia um frio mortal percorrer seu pescoço, a presença do Imperador exalava perigo.

— O que a Imperatriz disse? — O Imperador finalmente perguntou.

Salomão se prostrou ainda mais, tremendo ao responder:

— Imperador, a Imperatriz disse... Que por sorte encontrou mais um frasco do remédio. Ela pode entregá-lo, mas...

— Fale! — O semblante de Mateus estava carregado de impaciência.

Salomão se encolheu, respondendo com medo:

— A Imperatriz quer... Quer que Vossa Majestade... Conceda suas noites de forma igualitária.

Assim que disse isso, ele sentiu um calafrio no pescoço.

Todos os presentes estavam horrorizados.

"A Imperatriz é audaciosa demais! Como ousa chantagear o Imperador? Como ousava exigir que ele lhe concedesse atenção, ainda mais de maneira forçada? Ela acha que o Imperador é o quê?"

Afinal, ele era o soberano de toda a nação, como poderia ser coagido por uma mulher?

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