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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 250

No Palácio da Harmonia, quando Mateus chegou, Íris estava tomando um remédio.

Ela vestia roupas simples, o que realçava ainda mais sua aura fria e serena, como a lua.

O cheiro do remédio já era amargo, sem falar no gosto ao engolir.

Íris se levantou e fez uma reverência, com a expressão calma.

— Saudações, Imperador.

— Já disse que sua ferida não cicatrizou. Não precisa se curvar. — Respondeu Mateus.

— Sim.

Ele se sentou, pronto para perguntar sobre a petição, mas ao notar seu rosto extremamente pálido, sem um fio de cor, hesitou.

“Eu só fiquei alguns dias sem ver ela, e ela está nesse estado frágil? E os servos do Palácio da Harmonia? Nem sequer cuidam direito da própria senhora!”, pensou ele, com raiva.

— O médico imperial já examinou você? — Perguntou ele de forma casual.

Íris se sentou em frente a ele, com a expressão carregada de preocupação.

— Já, meu estado não apresenta problemas graves.

Flora, aproveitando o momento, acrescentou:

— Majestade, a Imperatriz sente falta dos pais e não tem conseguido descansar direito.

Íris não negou, apenas abaixou os olhos, mantendo uma postura respeitosa e submissa.

Mateus tomou um gole de chá e, em seguida, falou com firmeza:

— Quanto tempo se passou desde o banquete do Festival da Lua? Você agora é a Imperatriz, deve servir de exemplo para as demais concubinas.

Um leve brilho passou pelos olhos de Íris.

— Sim, Majestade, eu sei. Desde que entrei no palácio, a relação com meus familiares se tornou distante.

Seguindo essa linha, Mateus questionou sobre a petição:

— Então, aquela petição... Foi você que colocou nos presentes do festival?

Flora ficou nervosa, abaixando a cabeça, com medo de que o Imperador percebesse seu nervosismo.

— Sim. — Íris respondeu com calma. — Mas minha intenção era colocar no presente destinado a Vossa Majestade. Que acabasse na Dama Imperial Isadora não estava nos meus planos.

Ela sabia que, se tentasse se isentar totalmente, o Imperador jamais acreditaria. Mas ela também não podia contar toda a verdade.

O olhar de Mateus se tornou mais sério.

— E aquela petição... De onde veio exatamente?

Íris então contou a verdade:

— Foi meu irmão que salvou uma pessoa inocente, perseguida injustamente. Ele não sabia como agir e deixou comigo...

Mateus franziu levemente a testa.

— E essa pessoa que Gilberto salvou, onde está agora?

Íris decidiu deixar escapar aquela informação propositalmente. Apesar da família Martins ter sido destituída e investigada, faltava uma testemunha direta.

Quase todos que haviam deixado a impressão digital na petição haviam morrido. O único sobrevivente era justamente aquele salvo por Gilberto.

— Sei pouco sobre o caso, acredito que meu irmão possa esclarecer tudo para Vossa Majestade.

Os assuntos importantes exigiam que Mateus se retirasse. Antes de sair, ele alertou Íris:

— Essa não é a primeira vez. O harém não deve se meter em assuntos de governo, se lembre bem disso!

Íris inclinou a cabeça com respeito.

— Sim, Majestade.

Quando Mateus se retirou, Flora soltou o ar que vinha prendendo. Ela passou a mão pelo peito, ainda assustada.

— Senhora, o Imperador de repente perguntou sobre aquela petição... Que susto!

Íris deixou de lado o semblante abatido de antes e assumiu uma expressão serena, fria como a de uma estátua.

— A origem daquela petição certamente despertou desconfiança nele. Mas, como agora é mais urgente esclarecer o caso, acabou não aprofundando a questão.

Aquilo era estranho demais, parecia coisa de traição. E a principal suspeita dela era Kayra.

Afinal, se não fosse pela queda do Exército Dragão e Tigre, Gretis não teria ficado em desvantagem, nem perdido a rota de suprimentos. Além disso, Kayra não teria tido a chance de retornar ao acampamento e assumir o posto de Jovem General Teles no lugar de Íris, em meio à crise.

Mesmo que tudo parecesse obra do acaso, para a Sra. Teles nada daquilo soava tão simples. Coincidências demais quase sempre escondiam armadilhas calculadas.

O guarda respondeu:

— Senhora, até agora não encontramos nada de suspeito.

A Sra. Teles levou o copo de água à boca e fez um bochecho rápido. Logo depois, falou em voz baixa e fria:

— Parece que ela sabe se esconder bem. Continue investigando. Quero ver se ela não deixou nenhum rastro.

— Sim, senhora!

...

Nos Acampamentos Militares do Norte havia a residência do general.

Como a guerra havia cessado, a Sra. Teles preferiu voltar para lá, já que sua permanência no acampamento era cada vez mais incômoda.

Enrico costumava treinar as tropas durante o dia e, à noite, voltava para descansar na residência.

Íris fazia o mesmo antes. Mas, naquele momento, o quarto dela estava ocupado por Kayra.

Numa noite silenciosa, Kayra acendeu um braseiro dentro do quarto. As chamas refletiam em seu rosto delicado, iluminando cada traço como se fossem devorar ela.

Ela segurava um maço de cartas, prestes a jogá-las no fogo.

De repente, uma voz cortou o silêncio junto à porta:

— O que você está fazendo?!

Era a Sra. Teles.

Num impulso, ela avançou e arrancou as cartas das mãos de Kayra.

Kayra se atrapalhou, os olhos desviaram, sem coragem de encarar a Sra. Teles.

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