Kayra ficou ajoelhada por mais de meia hora naquele vento cortante. Assim que viu o Imperador se aproximar, se virou imediatamente e lançou um olhar cheio de desespero a ele.
Mas, para sua surpresa, o Imperador nem sequer a olhou, ele passou direto por ela e entrou no salão.
Kayra ficou parada, olhando para as costas dele, enquanto apertava as mãos geladas e avermelhadas.
Ela sabia que Íris não gostava do Imperador.
Mas... E ele? Parecia gostar muito dela.
Ainda assim, por mais que um homem amasse uma mulher, não deveria permitir que ela se intrometesse nos assuntos do reino, muito menos que humilhasse uma general que havia conquistado tantas vitórias.
...
Dentro do salão, Mateus mandou que todos se retirassem.
Marli lançou um último olhar para a Imperatriz, com uma expressão que dizia claramente: “Eu avisei, mas você não me ouviu. Agora aguente as consequências.”
Íris se levantou e o cumprimentou com toda a formalidade, sem demonstrar o menor sinal de arrependimento ou nervosismo.
— Saudações, Vossa Majestade.
A voz de Mateus soou dura e fria:
— Por que motivo mandou que a general Kayra ficasse ajoelhada?
Ele jamais permitiria que uma heroína fosse humilhada, mas antes queria entender o que havia acontecido. Conhecia bem a Imperatriz e sabia que ela não era de agir por puro capricho.
Íris respondeu com calma:
— Ela falou comigo de forma desrespeitosa. Por isso a castiguei.
Mateus franziu o cenho.
— E o que exatamente ela disse? Explique.
— Ela me pediu que intercedesse junto a Vossa Majestade, para que pudesse voltar ao norte como general. Disse que não queria ficar na capital como... Uma cadela de guarda...
A mentira saiu de seus lábios com naturalidade, tão convincente que qualquer outro acreditaria.
Mas Mateus era um homem desconfiado por natureza.
Ele a fitou com frieza e disse:


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