Palácio da Longevidade, residência da Imperatriz-Mãe.
Ao ouvir sobre o ocorrido na Casa dos Castelo, a Imperatriz-Mãe manteve uma expressão serena e disse à Dama Judite, que a servia:
— No ano passado, durante meu aniversário, vi aquela Leona Castelo. Ela era muito dócil, e naquela época já achei que não tinha perfil para ser Imperatriz. Mas o ocorrido de hoje foi surpreendente, ela chegou a confrontar publicamente os enviados da Consorte Imperial. Confesso que passei a vê-la com outros olhos agora.
Dama Judite, uma serva pessoal antiga da Imperatriz-Mãe e conhecedora dos jogos de poder no palácio, lhe serviu uma xícara de chá quente enquanto dizia:
— Mesmo que a Imperatriz seja inteligente e corajosa, com o favoritismo que o Imperador tem pela Consorte Imperial, é difícil para ela competir com a dona do Palácio Calistela. Esta noite, acho que a Consorte Imperial provavelmente vai causar alguma confusão.
Judite não pensava da mesma forma que a Imperatriz-Mãe, ela não achava que a Imperatriz teria alguma capacidade real.
A expressão da Imperatriz-Mãe ficou mais séria. Ela falou:
— Você tem razão. Ainda me lembro do dia em que a Wanda entrou no palácio. O Imperador estava prestes a ir para os aposentos dela, mas a Felícia se intrometeu e o chamou para passar a noite lá. Pobre Wanda... Nem mesmo eu, sendo sua tia, pude ajudá-la.
Dama Judite suspirou:
— O Imperador é bem extremo em suas emoções. Desde que a Concubina Imperial Adelina faleceu, nenhuma outra mulher conseguiu dividir o seu mimo com a Consorte Imperial. Temo que esta noite, a Imperatriz tenha de passar sozinha, como tantas outras.
A Imperatriz-Mãe também pensava da mesma forma.
Embora não fosse mãe biológica do Imperador, ela o criou e o conhecia profundamente.
Seu apego era profundo, pois ele canalizava o amor e a culpa que sentia pela Adelina em Felícia, sua substituta.
Se não fosse pelo testamento do falecido Imperador, talvez Felícia já teria tomado o lugar de Imperatriz.
...
Chegou a hora auspiciosa.
Íris vestia um manto nupcial adornado com fios dourados e fênices bordadas, usando uma coroa com pedras verdes. A fênix era uma figura que apenas a Imperatriz tinha o direito de usar, enquanto o dragão era uma figura de uso exclusivo do Imperador.
Atrás dela, a comitiva nupcial se estendia por dez milhas, atravessando um caminho de jade até a grande escadaria imperial de mármore branco, entalhada com dragões em relevo.
A cada dez passos, um tambor era tocado pelos guardas cerimoniais.
Sem enxergar à frente por causa do véu, Íris era guiada pela serva.
Chegando ao topo, fez a reverência cerimonial.
Durante a saudação entre marido e mulher, uma rajada de vento levantou o véu de Íris, revelando o rosto do Imperador diante de seus olhos brevemente. Era um homem de feições suaves, belo e pálido, nada parecido com o demônio violento das lendas.
Íris permaneceu impassível, mas por dentro estranhou.
O homem também olhou para ela, mas apenas por um instante antes de desviar o olhar. Pelo jeito, era um homem de bons modos.
O casamento imperial não era apenas para selar os votos entre marido e mulher. Também incluía homenagens aos ancestrais. Após quatro horas de cerimônia, Íris permanecia firme, mas Flora, sua serva, já não sentia mais as pernas.
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