No Palácio da Vida, a Imperatriz-Avó perguntou, desconfiada:
— Só mandaram a Imperatriz para o Palácio do Esquecimento? E o decreto de destituição dela?
A serva hesitou, nervosa:
— O... O decreto ainda não foi emitido, Imperatriz-Avó.
A Imperatriz-Avó franziu a testa.
“O que o Imperador está tramando? Será que ele não pretende destituir a Imperatriz? Não, eu devo estar imaginando coisas. O Imperador deve estar apenas atolado de trabalho e não teve tempo de cuidar disso”, pensou ela.
— Pois bem, esperemos mais alguns dias. — Murmurou a Imperatriz-Avó.
Afinal, a destituição de uma Imperatriz exigia um processo cheio de formalidades, não era algo que se resolvesse de um dia para o outro.
...
Enquanto isso, no Palácio da Longevidade, a notícia também chegou aos ouvidos da Imperatriz-Mãe, que reagiu com fúria.
— Foi ideia daquela Imperatriz-Avó de novo? — Exclamou ela, batendo a mão na mesa. — O Imperador faz tudo o que ela manda! Primeiro foi consumar o casamento com a Imperatriz, depois chamar a Dama Imperial Isadora para passar a noite com ele, e agora até para depor a Imperatriz não me consulta! Ele já não me vê mais como mãe!
A Dama Judite, apreensiva, comentou:
— Imperatriz-Mãe, o Imperador obedece cegamente à Imperatriz-Avó... Receio que a Dama Imperial Isadora ganhe poder muito em breve.
O olhar da Imperatriz-Mãe ficou gelado.
— Já saiu o decreto de destituição?
— Ainda não, Imperatriz-Mãe.
Os olhos dela brilharam de repente.
— Então ainda há esperança! Conheço o temperamento dele. Quando o Imperador decide algo, age sem hesitar. Se ainda não mandou o decreto, é porque está indeciso.
Judite pareceu confusa e perguntou:
— Acha que ele não quer destituir a Imperatriz?
A Imperatriz-Mãe olhou para uma pequena estátua de Buda no canto da sala. Um sorriso suave, mas cheio de malícia, surgiu em seus lábios.
— A Imperatriz-Avó pensa que o Imperador é submisso e faz tudo o que ela diz, mas se enganou dessa vez. A Imperatriz já conseguiu prender o coração dele. Quase tão profundamente quanto aquela tal de Felícia no passado.
Judite, cada vez mais perdida, perguntou:
— Mas então... Se ele ainda se importa com ela, por que decidiu mandá-la para o Palácio do Esquecimento? E justo agora, quando ela está tão fraca depois de perder o bebê...
A Imperatriz-Mãe refletiu por um instante e respondeu:
— Talvez ele queira que ela se recupere em paz. Um governante não pode demonstrar suas preferências, nem por uma comida, imagine por uma mulher que ama. E como o culpado pelo envenenamento ainda não foi encontrado, o Palácio do Esquecimento é o lugar mais seguro para ela agora.
Judite assentiu, achava que as palavras da Imperatriz-Mãe faziam sentido.
Mas ela também sentiu uma tristeza sincera.
Ser Imperador e ainda precisar agir assim para proteger quem ama... Que ironia cruel.



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