Ele se levantou e pegou o telefone, discando o número que havia o contatado mais cedo — mas não estava mais em serviço. Ele xingou baixinho, olhou em volta e então ligou para o departamento de tecnologia na delegacia para solicitar as imagens de vigilância da rua.
Mas quando tentaram recuperar, descobriram que todas as filmagens tinham sido apagadas, e não havia como restaurá-las. Ryan passou a mão pelos cabelos, a frustração estampada no rosto. O que diabos estava acontecendo ali?
Ele entrou em contato com a equipe do hotel e pediu que consertassem o problema elétrico imediatamente. Dez minutos depois, as luzes do prédio estavam de volta.
Ryan foi direto para a posição da Equipe 1, que coincidia com a localização mencionada na ligação anônima. Ele bateu na porta. "Polícia. Abram!"
Passos firmes se aproximaram, e a porta rangeu ao abrir. Cloud apareceu na porta com uma camisa branca impecável e calças escuras, oferecendo um sorriso despreocupado. "O que traz os oficiais aqui esta noite?"
Ryan não respondeu, entrando direto no quarto, seguido pelo resto da equipe. A cama estava perfeitamente arrumada, sem um amassado, mas o espelho do banheiro estava quebrado. Ryan apontou para o vidro quebrado. "O que aconteceu aqui?"
Cloud deu de ombros. "As pessoas ficam emocionadas de vez em quando — especialmente gente como a gente. Só não dá pra mostrar isso muito abertamente, né?"
Ryan estreitou ligeiramente os olhos, claramente não acreditando naquela explicação.
"Capitão Mitchell, tem cinza de cigarro no chão," comentou um dos oficiais.
Encostado no batente da porta do banheiro, Cloud deu uma risadinha. "É bem comum fumar, não é?"
"Mas a sua cama está intacta. Você estava fumando agachado no chão?" Ryan o encarou. "Ou talvez você tenha trocado os lençóis?"
Cloud inclinou a cabeça, ainda sorrindo. "Tenho que admitir, Oficial. Imaginação afiada. Mas, sim, você acertou em algo—eu quebrei o espelho mais cedo, cortei a mão, e havia sangue nos lençóis. Então pedi para o serviço de camareira trocá-los."
Parecia lógico o suficiente. Ryan apertou o maxilar, com um olhar frio e decidido.
Nesse momento, o telefone dele tocou. Ele atendeu.
"Capitão, uma mala preta foi encontrada no freezer da cozinha do primeiro andar. Tem o corpo de uma mulher dentro."
Ryan franziu levemente os lábios. "Uma mala preta com um corpo de mulher foi encontrada lá embaixo no freezer da cozinha. Como proprietário do hotel, Sr. Robinson, precisaremos que você nos acompanhe para ajudar na investigação."
O sorriso no rosto de Cloud desapareceu. "Certo."
Quando cinco carros de polícia pararam na frente do hotel mais cedo, seus nervos já estavam à flor da pele.
Por que tinham chego tão rápido aqui?
Ele tentou afastar esse pensamento, imaginando que talvez estivessem ali por outro motivo.
Mas então a energia caiu e ele ouviu movimentações lá fora—ele sabia que tinham vindo por ele.
E quando os tiros ecoaram pelo prédio, suor frio logo escorreu da testa até as costas.
Será que Jimmy entrou em confronto com os policiais?
Se Jimmy acabasse capturado ou morto, o chefe certamente exigiria vingança — talvez até o mandasse literalmente para o inferno junto com ele.
A ideia de ser mutilado vivo fazia seu estômago revirar.
Ainda assim, ele havia se preparado para lidar com os policiais. Jimmy deve ter escondido a mala bem o suficiente para que eles não a encontrassem facilmente.
Exceto que eles encontraram. Mais rápido do que ele poderia imaginar.
Agora, tudo o que podia fazer era depositar suas esperanças no chefe. Ele ainda tinha valor; o chefe não o abandonaria tão cedo.
Ele precisava manter a calma e não deixar que vissem o quão abalado estava por dentro.
Ryan acenou para o policial ao lado dele. "Recebemos denúncias de que os dois quartos ao lado estavam envolvidos em atividades ilícitas. Leve todos lá dentro para a delegacia."
O rosto de Cloud escureceu.
Quem diabos montou essa armadilha para ele?
Se aquelas duas anfitriãs fossem levadas, as chances eram altas de que eles descobrissem que a mulher morta havia estado com eles. Aquela garota que morreu tinha servido a ele... precisaria bolar um plano sólido.
Mansão Dreamscape.
Tristan abriu suavemente a porta do quarto e viu Megan deitada de bruços na cama, concentrada na tela à sua frente.
Seus dedos pálidos e delicados moviam-se rapidamente sobre o teclado, linhas de código rolando rapidamente.

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