O carro freou cantando pneu bem na frente de Tristan.
Com um estrondo alto, a cabeça de metal de Zeta Prime atravessou o teto. "Ops, me empolguei um pouco. Esqueci de usar a porta."
A boca de Megan se contraiu sem controle. Aquele era um carro de milhões de dólares, destruído em questão de segundos. Claro, ela tinha dinheiro, mas, caramba, ainda doía.
Tristan abriu a porta e a ajudou a sair, puxando-a para seus braços. "Sua encrenqueirinha, por que você não consegue ficar quieta? Mesmo grávida, ainda apronta das suas."
Megan ergueu os olhos para ele e sorriu. "Eu estava com saudade! E você me conhece, ações valem mais que palavras!"
Tristan suspirou e beijou de leve a testa dela. "O que eu faço com você, minha doce Megan?"
Enquanto isso, Zeta Prime baixou a cabeça de volta para dentro do carro e saiu, caminhando até Delta12. Estendendo um braço mecânico, com a palma virada para cima, ele disse: "Eu sou Zeta Prime, o mordomo de IA do mestre. Prazer em conhecê-la, namorada."
Delta12 colocou sua mão mecânica na de Zeta Prime. "Pode me chamar de Delta12, a oficial de IA do mestre. Prazer em conhecê-lo também, namorado."
Zeta Prime se inclinou para a frente e "beijou" a mão de Delta12. "Espero que a gente se dê bem!"
Tristan lançou um olhar de canto para eles. "Satisfeitos agora?"
Zeta Prime soltou uma risada maníaca. "Minha mestra sempre cumpre a palavra. Delta12 faz exatamente o meu tipo—tão bonita!"
Os lábios de Megan se contraíram de novo. Sinceramente, Zeta e Delta12 eram praticamente clones, só que Delta12 tinha uma voz um pouco mais feminina.
Ou seja, no fundo, Zeta Prime tinha acabado de dizer indiretamente que ela era bonita.
Ela balançou a cabeça—Zeta Prime sempre foi mestre em se enganar.
"Vamos," disse Tristan, segurando a mão de Megan.
Ela assentiu com firmeza. "Na vida e na morte, juntos!"
Tristan levou Megan até um helicóptero, enquanto Zeta Prime segurava a mão de Delta12 e embarcava também.
Mais de mil helicópteros seguiram em direção às coordenadas informadas.
No fundo da floresta, galhos grossos protegiam a fonte oculta do mal.
Charles Cooper sorriu com desdém enquanto observava os membros da SWAT no laboratório recebendo injeções dos aprimoradores bioquímicos.
De repente, passos rápidos e pesados se aproximaram. Ele se virou.
"Senhor! Mais de mil helicópteros estão se aproximando!"
Charles franziu a testa. "Tão rápido? Aquele traidor do Nathaniel deve ter avisado a eles! Quantos bio-humanos temos prontos?"
"Dois mil, senhor. Outros três mil aguardando a injeção."
Charles cerrou os dentes. "Injetem o restante imediatamente! E enviem um esquadrão para a cidade—deem o soro aos civis. Quero caos em todos os lugares! Um infecta o outro e, em pouco tempo, o mundo inteiro pertencerá aos bio-humanos!"
"Sim, senhor!"
Mal o oficial terminou de falar, o chão tremeu com um barulho ensurdecedor e disparos.
"Senhor, as tropas de IA pousaram!"
Charles rugiu: "Então estão esperando o quê? Mexam-se!"
De volta ao laboratório, nem todos os soldados das forças especiais estavam dispostos a se submeter—alguns começaram a resistir às injeções. Charles entrou furioso e, sem hesitar, rasgou um soldado ao meio—a cabeça dele se desprendeu e rolou pelo chão.
"Mais alguém quer morrer assim? Pode vir. Vou acabar rápido!"
Lá fora, os tiros iluminavam o céu sufocado pela fumaça. Megan estava sentada no helicóptero, cobrindo a boca e tossindo de leve.
Ela apoiou um notebook no colo, com a barriga de grávida atrapalhando um pouco.
Ela riu baixinho. "Ops, digitar assim é meio complicado." Tristan soltou uma risada baixa e se mexeu um pouco, passando o notebook para o próprio colo. "Agora sim parece certo."

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