(Mais cedo, na T.T. Fashion House…)
Luisa deixou escapar um suspiro horrorizado, com os olhos arregalados de descrença enquanto encarava o desastre diante delas.
— Meu Deus... Thalassa, eles destruíram os vestidos. Eles destruíram os vestidos! O que vamos fazer? — Desesperada, murmurou sem parar, com o pânico estampado no semblante pálido, enquanto apontava o óbvio. — Sem esses vestidos, não podemos competir no evento!
As costureiras que estavam por perto murmuraram em desespero, e uma delas, Marta, que havia passado horas bordando à mão os detalhes no vestido que deveria ser usado por Thalassa, soltou um pequeno soluço.
— Quem poderia fazer uma coisa dessas conosco? Todo o nosso trabalho... Foi por água abaixo.
Thalassa permaneceu imóvel, e seu rosto se manteve calmo apesar da fúria que fervia logo abaixo da superfície. Seus olhos analisavam cada costura rasgada e cada tecido arruinado, e mesmo já suspeitando que isso aconteceria, vê-lo com os próprios olhos ainda fez seu sangue ferver.
Ao notar que ela sequer parecia abalada diante da cena, Luisa a segurou pelo braço.
— Por que está tão calma, Thalassa? Não percebe a gravidade disso? Perdemos tudo!
Thalassa voltou-se para ela com um olhar firme antes de encarar as costureiras.
— Alguma de vocês verificou as filmagens das câmeras de segurança?
Elas trocaram olhares, hesitantes.
— Não, estávamos tão aflitas que essa ideia nem chegou a nos ocorrer.
— Então vamos… — Sem acrescentar mais nada, Thalassa caminhou até o elevador, enquanto Luisa e as outras, apressadas, tratavam de segui-la.
Logo, chegaram à sala de segurança, onde um guarda, com expressão confusa, se aproximou.
— Srta. Thompson, acabei de saber o que aconteceu na sala de exposição.
Os olhos de Thalassa se estreitaram.
— Acabou de saber? — Repetiu friamente. — Como assim só foi informado agora? Você deveria ter visto e impedido o invasor.
O guarda engoliu em seco.
— Perdão, Srta. Thompson, mas meu turno é só pela manhã. Não fiz parte da equipe de ontem à noite.
— Nesse caso, avise aqueles guardas para pegarem a rescisão. Estão todos demitidos. — Cortou Thalassa com firmeza. — Agora me mostre as filmagens das câmeras da sala de exposição.
O guarda apenas assentiu e seguiu na frente, conduzindo-as até a sala de monitores. Ali, tomou o lugar diante do computador e começou a digitar com urgência. Quando alguns minutos se passaram, Luisa, já impaciente, comentou em tom de resmungo:
— Por que está demorando tanto?
— É que… As gravações estão incompletas... Falta cerca de uma hora. — Gaguejou o guarda. — O sistema foi hackeado.
O maxilar de Thalassa se contraiu, mas sua voz permaneceu firme.
— Verifique as outras câmeras: as dos corredores, dos elevadores e da recepção.
O guarda continuou digitando, cada vez mais apreensivo.
— É a mesma situação em todas as câmeras, até nas externas. Foram todas invadidas. Parece que alguém entrou na rede inteira.
O rosto de Luisa ficou ruborizado de raiva.
— Tenho certeza de que foi Linda Miller! Ela mandou invadir as câmeras para que não tivéssemos provas!
Thalassa esboçou um sorriso irônico e perguntou com calma:
— Como assim, Lassa? Claro que sinto muito pelo que houve. Todas sentimos, já que temos consciência do tamanho do esforço investido.
O silêncio se espalhou pela sala como uma presença tangível, e todas as modelos acompanhavam com atenção cada movimento de Thalassa e de Carmen.
Thalassa deu um passo à frente, sem desviar os olhos dela.
— Quanto lhe pagaram para fazer aquilo? — Perguntou com calma.
Os olhos de Carmen se arregalaram em pânico.
— Eu… Eu não sei do que está falando! Não fiz nada...
— Não se dê ao trabalho de mentir. — Interrompeu Thalassa, com a voz calma, mas cortante. — Tenho um vídeo seu destruindo os vestidos.
O rosto de Carmen perdeu a cor.
— Mas... Mas me disseram que todas as câmeras tinham sido hackeadas e desligadas! — Murmurou para si mesma, em choque.
Thalassa soltou uma risada baixa.
— Sim, todas as câmeras conectadas à rede do prédio foram desligadas. Mas eu não sou ingênua, Carmen. Já suspeitava que algo assim pudesse acontecer, então instalei outra câmera na sala de exposição ontem. Uma que não está ligada à rede do prédio, mas direto ao meu computador do escritório.
O pânico de Carmen deu lugar ao medo absoluto.
— Por favor, Lassa… Me perdoe. Eu precisava do dinheiro. Imploro, não me faça ir para a prisão…
A expressão de Thalassa permaneceu inalterada.
— Carmen, se você será presa ou não está em suas mãos. Vai contar quem lhe pagou para destruir os vestidos

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta!