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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 142

Depois do jantar, Alden insistiu em lavar a louça junto com Luisa, que relutou, mas acabou permitindo que ele ajudasse, e, assim que terminaram, os três se reuniram na sala para conversar por cerca de uma hora.

Na verdade, a “conversa” acabou se resumindo quase inteiramente a Alden e Luisa trocando flertes e provocações, enquanto Kris permanecia calado, perdido em pensamentos sobre a mulher no andar de cima, que não se deu ao trabalho de descer nem uma única vez.

Quando Luisa decidiu encerrar a noite, Kris subiu para tomar banho, e Alden permaneceu um pouco mais, ajudando-o a trocar o curativo e ajustar a tipoia antes de finalmente ir embora.

Horas depois, Kris ainda se encontrava deitado na cama, com os olhos arregalados, fixos no teto, incapaz de dormir por mais que tentasse, já que não conseguia parar de pensar em Thalassa e, para piorar, seu ombro latejava de forma insuportável.

O médico o havia alertado de que a dor pioraria à noite, mas ele não esperava que fosse tão intensa, a ponto de ser ainda mais agonizante do que no dia em que foi baleado.

Ele já tinha tomado dois comprimidos de aspirina, mas eles mal aliviaram o incômodo, de modo que talvez precisasse de outra dose.

Soltando um gemido, Kris se sentou com cuidado para não agravar o ferimento, pegou o frasco de comprimidos no criado-mudo e saiu do quarto.

Parando no corredor, lançou o olhar para a direita, direção em que o quarto de Thalassa se encontrava, a apenas duas portas de distância. “Tão perto e, ao mesmo tempo, tão inalcançável…” No entanto, ele sabia que só tinha a si mesmo para culpar por isso.

Assim, suspirando fundo, ele desceu até a cozinha.

A maior parte das luzes estava apagada, e ele preferiu mantê-las assim, já que o clarão da lua que atravessava as janelas iluminava o bastante.

Então, pegou uma garrafa d’água da embalagem ao lado da geladeira, tomou mais comprimidos e os engoliu de uma vez, sentando-se em um dos bancos da cozinha, onde percebeu que a dor era mais amena comparada a quando estava deitado.

Ao ouvir passos, Kris se virou bruscamente e o ar lhe prendeu no peito quando viu Thalassa na soleira da porta, com o cabelo preso em um coque bagunçado e o rosto cansado, parecendo mais suave do que algumas horas antes… Até vê-lo.

Congelando no mesmo lugar, ela fechou o semblante de imediato. Por alguns segundos, os dois se encararam, e a tensão se estendeu como um elástico prestes a se partir, levando Kris a acreditar que ela sairia dali.

— Não precisa ir embora por minha causa. — Disse ele em voz baixa.

Ela franziu o cenho como se quisesse dizer, sem palavras, que não tinha intenção de sair, e entrou na cozinha, indo direto até a geladeira. Ao passar por ele, seus braços se tocaram e ela se afastou de imediato, como se o contato tivesse queimado.

— Não conseguiu dormir? — Perguntou Kris.

Porém, apenas obteve o silêncio.

— Eu também não consegui e precisei tomar mais remédio. — Acrescentou depressa, prendendo a respiração na esperança de que ela perguntasse sobre seu ombro, mas Thalassa não disse nada, nenhuma palavra sequer.

Ele a observou pegar a garrafa d’água, beber um longo gole e guardá-la de volta, fechando a porta da geladeira.

E sem sequer olhá-lo, ela estava prestes a sair da cozinha quando Kris quebrou o silêncio:

— Esse é o seu plano?

— Lassa...

— Quantas vezes vou ter que te dizer para não me chamar assim? — Sibilou, finalmente se virando para encará-lo. — Só os meus amigos têm o direito de me chamar assim!

As palavras dela cortaram Kris como uma lâmina e doeram mais do que o próprio ombro.

— Eu pensei que...

— O que você pensou, Kris Miller? — Ela o interrompeu, com os olhos faiscando. — Que as coisas mudaram? Você salvou a vida da minha melhor amiga e eu sou grata por isso, já te disse, mas não pense, nem por um segundo, que isso te dá o direito de usar isso para se aproximar de mim!

— Thalassa, não é isso que estou tentando fazer. Eu

— Não é? — Ela debochou, cruzando os braços. — Se tivesse um mínimo de decência, teria recusado o convite da Luisa para ficar aqui.

O coração de Kris se apertou de dor, pois ele achara que a preocupação que ela demonstrara no dia do tiro e a gratidão por ele ter tentado protegê-la de Clark seriam o suficiente para torná-la menos fria, porém estava enganado.

— Mas como você já está aqui… — Continuou ela, com a voz gelada. — Por que não volta para o seu quarto e descansa? Esse ferimento não vai melhorar se você não dormir direito.

Antes de se virar e sair da cozinha, o olhar dela se deteve na tipoia, e isso fez um sorriso amargo surgir nos lábios de Kris. “Será que o que acabara de ver nos olhos dela era preocupação?”

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