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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 143

O sábado chegou tranquilo, sem compromissos para Thalassa ou Luisa fora de casa.

Kris, que ainda sofria com a dor no ombro, mal tinha conseguido dormir. Ao despertar, espreguiçou-se com cautela e se ergueu, com o braço preso à tipoia, notando que, apesar de o incômodo persistir, estava menos intenso do que na noite anterior.

No banheiro, escovou os dentes e lavou o rosto antes de descer, e, como não encontrou nem Thalassa nem Luisa, deixou-se guiar pelo aroma do café recém-passado até a cozinha.

Luisa estava sentada em um banco junto ao balcão, com os olhos fixos no celular enquanto tomava um gole do café, mas ergueu o olhar assim que o viu.

— Ah, oi, Kris. — Cumprimentou com um sorriso. — Achei que fosse acordar bem mais tarde. Dormiu bem?

Kris hesitou, com a mente voltando para o encontro da noite anterior com Thalassa.

— Já tive noites melhores…

Embora as noites em claro já tivessem se tornado normais nos últimos três anos, ao menos não vinham acompanhadas da dor lancinante de um tiro.

No entanto, o sorriso de Luisa desapareceu enquanto ela estudava o rosto dele.

— Foi por causa do ombro?

— Não, não se preocupe. — Respondeu, forçando um pequeno sorriso para tranquilizá-la, e guardando para si o que de fato ocupava seus pensamentos.

— Ótimo. Quer um café? — Ofereceu, levantando-se do banco antes mesmo que ele respondesse.

Kris apenas assentiu em agradecimento, e Luisa lhe serviu uma caneca, que ele aceitou com um breve “obrigado”. O silêncio se instalou entre eles enquanto tomavam a bebida, até que ele, incapaz de segurar as palavras por mais tempo, quebrou o momento.

— Você acha que a Thalassa vai me perdoar algum dia?

Luisa ficou tensa, pousando a caneca devagar sobre o balcão antes de encontrar o olhar dele, com os lábios pressionados em uma linha pensativa.

— Kris, não cabe a mim tomar essa decisão.

— Eu sei. — Disse Kris, coçando a nuca de forma constrangida. — É que... Eu estou desesperado, Luisa. Preciso de uma chance de consertar tudo, mas tenho medo de estar lutando uma batalha perdida. A Thalassa é... Tão fria.

— E dá para culpá-la por isso? — Retrucou Luisa, inclinando-se levemente para frente, com a voz suave, porém firme. — Você foi a pessoa que ela mais amou e, ao mesmo tempo, quem mais a feriu. Eu sei que houve engano da sua parte… No entanto, isso não apaga seus erros. Me desculpe, mas não sou eu quem deve decidir se você merece ou não o perdão dela.

Um peso se instalou no peito de Kris, mas, antes que pudesse responder, o som de passos anunciou a chegada de Thalassa.

— Bom dia. — Disse ela, lançando-lhe apenas um olhar rápido ao entrar na cozinha, sendo prontamente cumprimentada por Luisa.

— Bom dia. — Respondeu Kris em tom casual.

Ele a observou se servir de café, notando cada gesto tenso e distante, como se ela se esforçasse ao máximo para agir como se ele não estivesse ali.

— Lassa, eu estava esperando por você! — Começou Luisa, quebrando o silêncio. — É minha vez de repor os mantimentos, e quero resolver logo. Então… Poderia cuidar do café da manhã?

Thalassa assentiu.

— Claro, eu preparo.

— Então, por onde eu começo? — Perguntou, alargando o sorriso.

Os dedos dela se apertaram em torno da caneca até que, por fim, explodiu.

— Kris, o que é que você acha que está tentando fazer? O que espera ganhar com isso? Vai continuar fingindo que está tudo bem?

O sorriso de Kris vacilou, mas ele não recuou. Dessa vez falou de forma direta, mantendo o olhar firme no dela.

— Não, não estou fingindo que está tudo bem, porque sei que não está. Só estou tentando consertar tudo o que destruí para que as coisas voltem ao lugar. Tenho que começar de algum ponto, não acha?

Durante alguns segundos, ninguém disse nada, e o ar pareceu se tornar denso, saturado por uma tensão sufocante. Nesse instante, Kris enxergou o conflito estampado no olhar dela, percebendo o esforço que ela fazia para conter os próprios sentimentos.

E, por fim, Thalassa balançou a cabeça, com o semblante voltando a se endurecer.

— Você só está perdendo tempo.

— Talvez. — Respondeu Kris em voz baixa. — Mas estou disposto a perder esse tempo por você, nem que leve a vida inteira.

Thalassa lançou-lhe um olhar fulminante, como se pudesse feri-lo só com os olhos. Ainda assim, ela soltou um suspiro resignado antes de murmurar com evidente má vontade:

— Tudo bem. Quer mesmo ajudar? Comece lavando as batatas.

Diante da afirmativa, ele abriu um sorriso bobo, satisfeito apenas por ela permitir que ficasse perto.

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