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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 160

— Agora que sabemos que foi o Clark, você poderia, por favor, fazer uma coletiva de imprensa para limpar o nome da minha mãe?

Por alguns segundos, Thalassa duvidou de ter ouvido aquelas palavras, mas a descrença rapidamente se transformou em amargura.

— Você quer que eu faça uma coletiva de imprensa para limpar o nome da sua mãe? — Repetiu, com o tom carregado de incredulidade, esperando para ver se ele tinha a audácia de confirmar.

E quando ele assentiu, o maxilar dela se contraiu com força.

— O que te faz pensar que eu faria algo assim?

As sobrancelhas dele se franziram, como se fosse absurdo ela fazer aquela pergunta.

— Porque é a verdade… — Respondeu com sinceridade. — Thalassa, desde o Fashion Awards minha mãe vem sendo alvo de ódio constante, tanto nas redes quanto pessoalmente. Ela perdeu milhões de clientes, quase todos os investidores se afastaram e o negócio está prestes a falir. Depois de tanto esforço para erguer o império dela, ver tudo ruir vai destruí-la. Se você assumir a verdade, deixando claro que não foi ela quem sabotou, ainda pode salvar a empresa…

Enquanto a amargura se misturava com a descrença, Thalassa não soube se ria ou se o esbofeteava.

Então, ela deu um passo à frente, com a voz endurecendo.

— Que tocante, Kris. Mas onde estava esse seu senso de justiça quando sua mãe me fez ser presa e exposta ao ridículo na frente do mundo todo pela TV? Onde você estava quando eu não tinha sequer um hotel que me aceitasse, porque ninguém queria se relacionar com uma criminosa? E, depois de tudo isso, você ainda acha que ela merece ter a reputação restaurada?

O peito de Kris se contraiu de culpa ao ouvir cada lembrança do que ela havia enfrentado, embora, no fundo, ainda acreditasse que ela não estava sendo completamente justa.

— Thalassa, sei que minha mãe cometeu um erro ao mandar te prender, mas não fomos cegos por escolha: recebemos provas anônimas e, quando mandei verificar, cada detalhe reforçava a culpa sobre você. Desta vez não há equívoco, as provas mostram que foi o Clark, não a minha mãe. É justo que você permita que a verdade venha à tona, e é o certo a se fazer.

Thalassa inclinou levemente a cabeça.

— Por que ela mesma não faz a coletiva e declara a inocência dela?

Kris suspirou.

— Você sabe que ninguém vai acreditar nela.

— Ah, igual quando ninguém acreditou em mim, mesmo depois de tantas vezes eu implorar que era inocente? — Rebateu, com o sorriso carregado de deboche. — E o que você disse, Kris? Que é “o certo a se fazer”?

O sorriso zombeteiro sumiu, substituído por uma expressão tão fria que poderia congelar o inferno.

— O que fazer o certo já me trouxe? Traição? Dor? Sofrimento? Me diga, Kris, por que eu iria querer passar por isso de novo? Estou cansada de fazer as coisas do jeito certo. Então, por mais que eu admire o quanto você ama a sua mãe, temo que você tenha que dizer a ela que a única opção é declarar falência.

Ela se virou para sair, mas parou, lançando-lhe um último olhar.

— Ah, e quero você fora da minha casa antes de eu voltar esta noite.

Luisa saiu da cozinha nesse momento, com os olhos arregalados de surpresa.

— Thalassa...

— Não, Luisa. — Thalassa a interrompeu, com a voz firme. — Eu quero esse homem fora desta casa. Se você insistir em deixá-lo aqui por mais um único dia, serei eu quem vai embora.

Após essas palavras, ela se retirou furiosa, deixando Kris e Luisa mergulhados em um silêncio desconfortável, que só foi rompido quando ela o encarou com expressão de piedade.

— Sinto muito, Kris, mas você precisa ir embora…

Apesar da dor no peito, Kris forçou um pequeno sorriso.

— Eu entendo.

-

— Parabéns! Conseguiu ser expulso em menos de uma semana! — Alden riu mais tarde, quando foi visitar Kris no apartamento dele.

— Honestamente, me surpreende que a Thalassa tenha te aturado por tanto tempo. — Acrescentou com um sorriso debochado, ainda rindo.

— É, porque eu tenho certeza de que a sua conversa com a Luisa foi maravilhosa quando você foi vê-la esta tarde. — Kris retrucou com ironia, tomando um gole de uísque.

Kris atendeu rapidamente.

— Smoke?

— Sr. Miller, tenho novidades sobre a noite em que sua ex-esposa perdeu o bebê. É uma boa e uma má notícia.

Kris se pôs ereto, com as costas rígidas em alerta.

— Diga.

— A boa notícia é que acho que sei a identidade do homem que atacou sua ex-esposa naquela noite. A má é que ele está morto. Parece que morreu em uma briga de gangues há alguns meses.

O maxilar de Kris se contraiu enquanto ele rosnava:

— Onde está a boa notícia nisso, Smoke? O que eu deveria fazer com essa informação?

Ele esperava que Smoke finalmente dissesse que tinha provas de que Karen era a responsável.

— Por favor, me ouça, Sr. Miller… — Smoke pediu com paciência. — É uma boa notícia porque, mesmo morto, agora que sabemos quem ele era… Ou seja, posso investigar as conexões dele e encontrar algum elo com a Karen. O problema é que ele foi contratado por muita gente para vários crimes, então não será fácil. Mas com paciência...

— Paciência é a última coisa que eu tenho, Smoke. — Kris rugiu. — Quero que descubra quem o contratou para atacar a Thalassa. Investigue todo o histórico dele, se for necessário.

Houve uma breve pausa antes de Smoke perguntar:

— Com todo respeito, Sr. Miller, mas o senhor parece menos específico do que antes. Da última vez pediu que eu reunisse provas de que a Karen havia contratado esse homem, e agora quer que eu descubra quem realmente está por trás do ataque. O que mudou? Há um novo suspeito?

Kris engoliu em seco.

— Sim... Minha mãe…

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