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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 162

Linda ficou furiosa de indignação.

— Kris, como você pode me pedir para pedir desculpas publicamente àquela mulher? Isso vai fazer as pessoas pensarem ainda menos de mim!

Kris assentiu devagar, mantendo a expressão calma.

— Já imaginei que diria isso. — Ele nem havia esperado que a mãe concordasse, pois, no fundo, sabia que ela era tão teimosa quanto Thalassa, talvez até mais. — Já que você não pode pedir desculpas a ela em público, então não espere que ela faça o mesmo por você.

— Mas é diferente! Não percebe? — Linda tentou argumentar mais uma vez. — Não temos certeza se o desfalque foi mesmo um mal-entendido, já que todas as provas apontavam para ela e...

— Não me importa o que as provas diziam, mãe, não depois de tudo o que passamos. Eu acredito na Thalassa quando ela diz que é inocente. — Rebateu Kris, com a voz mais afiada do que pretendia.

— Papai, você está bravo com a vovó? — A voz suave e confusa de Tessa quebrou a tensão.

Logo, ele olhou para a filha e forçou um leve sorriso.

— Não, querida, o papai não está bravo com a vovó. Só estamos... Conversando. Quer ir brincar?

— Sim! — Tessa respondeu, animada.

— Ótimo. Vamos.

Ele pegou a mão dela e começou a conduzi-la para fora, porém a mãe o segurou pelo braço, fitando-o com os olhos brilhantes de lágrimas que se esforçava para conter.

— Kris... E quanto à minha empresa? Vai ficar parado vendo eu decretar falência e deixar para trás tudo o que construí com tanto esforço? — Ela se aproximou, com a voz trêmula. — Poderia ao menos investir algum dinheiro nela? A Miller Textiles pertence à família, não só a você.

Kris sorriu de forma amarga.

— Já coloquei bilhões nela, mãe, e todo esse dinheiro foi por água abaixo. Mas a senhora tem razão: também tem ações na Miller Textiles. Pode vendê-las e investir na sua empresa se quiser, só que precisa saber que vai perder tudo outra vez. Sinto muito, mas chegou a hora de aceitar que sua empresa não pode ser salva.

Ele soltou um suspiro.

— Agora, com sua permissão, estou aqui para passar um tempo com a minha filha.

-

Thalassa acreditava que expulsar Kris de casa seria um recado claro de que não queria nada com ele, ou pelo menos era o que tinha esperado.

Mas, no dia seguinte, enquanto estava em seu escritório com Luisa revisando documentos, recebeu uma cesta com seus chocolates favoritos.

Ela vinha acompanhada de um bilhete que dizia:

“Querida Lassa,

Já que me bloqueou no telefone e ainda me colocou na lista negra do seu escritório, essa acabou sendo minha única alternativa. Só queria me desculpar pelo que pedi ontem, foi um erro impensado da minha parte, principalmente depois de tudo o que já passamos.

Por favor, aceite este presente como prova de quanto preciso do seu perdão…

Ainda me lembro de que esses sempre foram os seus favoritos.

Kris.”

A cesta estava abarrotada de pequenos chocolates em forma de coração, certamente não menos que cinquenta.

— Ah, que fofo… — Comentou Luisa, recebendo um olhar fulminante de Thalassa.

— Leve isso de volta para ele.

O próximo presente foi uma caixa de sorvete, um sabor que jamais sairia de sua memória, não por ter sido um dia o favorito, mas porque vinha carregado de lembranças quentes, memórias das quais ela não queria se envolver novamente.

E o bilhete dizia:

“Querida Lassa,

Lembro nitidamente do sabor desse sorvete misturado ao da sua pele, quando o espalhei pelo seu corpo e provei cada centímetro. Para mim, ainda é o gosto mais delicioso de todos, e sei que você também se recorda. Aliás, estou mais do que pronto para reviver essas memórias.

Kris.”

— Meu Deus! — Luisa exclamou. — Ele realmente está se mostrando mais ousado... Mas quem diria que vocês eram tão safados na cama? — Ela se inclinou. — Me diz, ele passou na sua buceta também? Ficou gelado ou você estava com tanto tesão que nem percebeu?

— Luisa! — Thalassa a cortou com uma repreensão firme, e só então Luisa percebeu, com os olhos arregalados, que o entregador continuava parado na sala.

— Ops, desculpa.

Thalassa empurrou o sorvete e o bilhete de volta para as mãos do homem.

— Leve isso de volta e diga para ele parar de me mandar essas coisas.

No entanto, o entregador fez uma expressão aflita.

— Eu imploro, senhora, aceite. Ele prometeu me pagar um bônus generoso, maior do que um mês de salário, caso a senhora aceitasse. Poderia fazer isso, por favor?

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