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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 201

Já havia se passado mais de uma hora desde que Luisa subira para o quarto após a discussão, e Thalassa, agitada, andava de um lado para o outro na sala de estar, incomodada com aquele silêncio estranho. Em situações normais, sua amiga a chamaria para dar opinião sobre roupas ou maquiagem, mas, naquela noite, não buscara sua ajuda, o que soava incomum.

Então, soltando um suspiro, Thalassa subiu as escadas e bateu à porta do quarto.

— Luisa, você precisa de ajuda com alguma coisa? — Perguntou.

— Não, obrigada. — Veio a resposta seca.

Frustrada, ela pressionou os lábios e desceu novamente para o andar de baixo.

Assim que alcançou o último degrau, a campainha ecoou pela casa, e ela se dirigiu até a porta, abrindo-a para dar de cara com Alden, que a esperava com um sorriso ligeiramente sem jeito.

— Oi, Thalassa. — Cumprimentou ele. — A Luisa está pronta?

— Vou chamá-la para você.

Antes mesmo que pudesse subir, Luisa apareceu no topo da escada e começou a descer, com os olhos se iluminando ao ver Alden, cujo olhar permaneceu fixo nela.

— Você está deslumbrante. — Murmurou.

Luisa corou levemente e sorriu.

— Obrigada.

Alden se aproximou, mudando a expressão enquanto estendia a mão para ela.

— Podemos ir? — Perguntou, embora o tom soasse distante e distraído.

Luisa franziu a testa.

— Aconteceu alguma coisa?

Alden hesitou antes de soltar um suspiro.

— É sobre o Kris. — Disse em voz baixa. — Nunca o vi daquele jeito… Ele está... Em pedaços.

Luisa assentiu com simpatia.

— Descobrir que a mãe era capaz de tais coisas certamente não deve ter sido nada fácil para ele.

Ele balançou a cabeça.

— A questão vai além, já que ele carrega a culpa pela criança que não chegou a nascer. Por mais que eu tenha repetido que nada disso foi responsabilidade dele, ele insiste em não acreditar e se deixa consumir pelo remorso.

De repente, ele parou, lembrando que Thalassa ainda estava ali, e o rosto dele corou quando voltou o olhar para ela.

— Desculpe, Thalassa. Imagino que você não queira ouvir nada disso.

Ela manteve a expressão neutra e apenas balançou a cabeça.

— Está tudo bem. — Respondeu, antes de se virar e seguir para a cozinha, tentando esconder as mãos que tremiam.

Enquanto a observava se afastar, Luisa estreitou os olhos e logo se voltou para Alden.

— Você poderia me esperar no carro? Já vou.

Ele ergueu a sobrancelha, confuso, mas assentiu.

— Claro. Fique à vontade.

Assim que Alden saiu, Luisa caminhou até Thalassa, segurou-lhe o braço e a girou com força, com o olhar faiscando de frustração.

Logo, as lágrimas escorreram com mais força. "Será que tinha sido mesmo egoísta por querer manter o filho, a pessoa mais importante da sua vida, distante do Kris e daquela família cruel?" Os soluços a sacudiram, e ela chorou como se não houvesse fim… Pelo filho perdido, pelas promessas quebradas e pela dor confusa que ainda a sufocava.

Quando finalmente ficou exausta demais para continuar, Thalassa enxugou o rosto molhado e se endireitou, com os olhos inchados e o corpo pesado denunciando o cansaço, ainda que a mente parecesse mais clara.

Logo depois, tomou o celular sobre a mesa de centro, com os dedos tremendo ao digitar o número de Betty, e respirou fundo assim que a ligação foi atendida após alguns toques.

— Alô, Thalassa. — Atendeu Betty, alegre. — Como você está?

— Estou bem. — Mentiu Thalassa, com a voz trêmula. — Poderia passar o telefone para o Alex?

— Claro.

Houve uma pausa e então a vozinha surgiu do outro lado.

— Mamãe!

O coração de Thalassa se aqueceu, e novas lágrimas arderam em seus olhos.

— Oi, meu amorzinho. — Sussurrou. — Estou morrendo de saudades.

— Também sinto sua falta, mamãe! — Respondeu Alex, vibrando de alegria. — Quando vou te ver de novo?

— Logo. — Prometeu, com a voz embargada. — Muito em breve.

Depois de trocar algumas palavras, Thalassa encerrou a ligação e permaneceu fitando o celular, com o dedo parado sobre o nome de Kris na lista de chamadas. Por fim, pressionou o botão após um instante de hesitação, mas o telefone tocou em vão até cair na caixa postal.

Então, com os olhos fechados, arriscou de novo, encontrando apenas uma mensagem automática. E diante da situação, ela levou o aparelho à boca para sussurrar:

— Kris... por favor, me liga quando ouvir isto. Preciso te contar uma coisa.

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