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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 238

O rosto de Karen se contorceu em descrença enquanto ela balbuciava:

— Você não pode fazer isso!

No entanto, Kris inclinou levemente a cabeça.

— Ah, eu posso. E vou fazer.

Diante da resposta, ela balançou a cabeça veementemente.

— Tessa nem é sua filha de verdade.

Por um instante, uma pontada de dor percorreu Kris, mas ele a reprimiu, endurecendo a expressão ao encarar Karen.

— Ainda assim sou o pai dela perante a lei, e pode ter certeza de que o fato dela não ser do meu sangue não vai importar quando eu provar o quanto você é incapaz de cuidar dela.

Karen abriu a boca para retrucar, mas Kris já havia se afastado, dirigindo-se a Boatemaa e Tessa. Então, ele se inclinou, depositando um beijo terno na testa da menina.

— Eu preciso ir, meu amor, mas vou voltar para te ver muito em breve.

O rostinho de Tessa murchou e seus dedinhos agarraram a manga dele.

— Você promete, papai?

— Eu prometo. — Disse Kris, forçando um sorriso para acalmar a menina enquanto o coração doía ao se afastar.

Em seguida, Tessa acenou, desviando o olhar para Thalassa.

— Tchau, moça bonita.

Com o olhar carregado de irritação fixo em Thalassa, Karen viu Kris envolver a parceira para saírem juntos, mas logo se interpôs diante deles e segurou o braço dele mais uma vez.

— Se for atrás da guarda unilateral da Tessa, então vou permitir que Henry a reconheça legalmente como filha dele.

O rosto de Kris se contorceu em repulsa enquanto a encarava, mal conseguindo conter o desprezo.

— Ele que tente. — Disparou, arrancando o braço do aperto dela. E sem olhar para trás, saiu pela porta com Thalassa.

Assim que entrou no carro, Kris apertou o volante até os dedos perderem a cor, e, com a mão trêmula, puxou o celular e discou depressa o número do advogado.

— Decidi mudar minha posição, portanto não haverá mais qualquer direito de visita em relação à Tessa. O que eu quero agora é a guarda unilateral, com restrição de visitas.

Depois de uma breve pausa, acrescentou:

— Vamos discutir isso em detalhe quando nos encontrarmos mais tarde.

Kris encerrou a ligação, jogando o celular sobre o painel com um suspiro agitado antes de se recostar no banco.

Estando junto dele, Thalassa repousou a mão sobre a sua e a pressionou com ternura, de modo que o gesto, ao mesmo tempo suave e reconfortante, lhe deu exatamente o alívio de que precisava.

— Obrigado. — Murmurou, lançando-lhe um sorriso grato.

No entanto, justo no momento em que Kris se aproximou para beijá-la, o telefone dela tocou, e ela, ao reconhecer o nome de Luisa na tela, atendeu e acionou o viva-voz.

— Lassa! — Falou Luisa. — Nós fomos até a delegacia, mas nos disseram que o Kris já tinha sido solto. Onde vocês estão?

Thalassa lançou um olhar a Kris, hesitando um pouco.

— Eu te conto depois, Luisa.

— Quero dizer... Você já...? — Deixou a pergunta no ar por um instante. — Alguma vez aconteceu alguma coisa entre você e o Kris? Ou será que… Você sente alguma coisa por ele?

Por um segundo, Millie apenas o encarou, com uma expressão indecifrável. Então, para surpresa dele, caiu na risada, permitindo que um som leve e caloroso que preenchesse o ambiente.

No mesmo instante, as sobrancelhas de Zeke se juntaram, em tom quase defensivo.

— Qual é a graça? Estou fazendo uma pergunta séria.

Ela riu mais um pouco, balançando a cabeça enquanto enxugava uma lágrima no canto do olho.

— Ah, Zeke... Sério? Como você pode pensar numa coisa dessas? O Kris não passa do meu chefe. Eu nunca olhei para ele dessa forma, ainda mais com o histórico dele com a minha melhor amiga.

O olhar de Zeke suavizou um pouco, embora ainda parecesse desconfiado.

— Você não sente nem um pouco de atração por ele?

— Olha, eu estaria mentindo se dissesse que não percebo o quanto ele é bonito. Afinal, qualquer mulher perceberia. — Admitiu com um sorriso suave. — O problema do Kris é que ele é sério demais e vive com aquele ar sombrio, o que não me agrada nem um pouco.

"E ele não é você!" Pensou ela, com o sorriso insinuando-se nos lábios.

Em seguida, ela deu um passo na direção de Zeke, com os olhos procurando os dele enquanto a expressão ficava séria.

— Eu me importo porque ele sempre foi muito bom comigo. Ele não é uma má pessoa.

Então, pausou, sustentando o olhar dele, com o coração acelerado.

— Mas, Zeke... Te incomodaria se eu tivesse sentimentos por ele?

"Isso te deixaria com ciúmes?"

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