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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 237

— Para onde vocês acham que vão com a minha filha? — Repetiu Karen.

Kris contraiu o maxilar, segurando Tessa de forma protetora nos braços.

— O que parece, Karen? Estou levando-a comigo. — Respondeu entre dentes, com o tom frio e inflexível.

Ela soltou um escárnio, cruzando os braços com desafio.

— E o que te faz pensar que tem qualquer direito de fazer isso?

— Porque sou o pai dela. — Respondeu Kris, deixando transparecer na voz a frustração misturada a uma dor contida.

— Ah, então resolveu se lembrar disso agora? — Karen devolveu, arqueando a sobrancelha. — Ontem mesmo você não estava dizendo algo completamente diferente?

O rosto dele se endureceu com o comentário.

— Não seja tão cínica.

Logo, os olhos de Karen deslizaram até Thalassa, e a irritação em seu semblante só aumentou.

— E por que você trouxe ela aqui? — Debochou. — Já não fez estragos suficientes, Thalassa? Depois de roubar meu marido, agora também quer roubar a minha filha?

O olhar de Thalassa permaneceu calmo, ainda que um lampejo de irritação brilhasse em seus olhos.

— Eu não roubei nada de você, Karen. — Respondeu em voz aveludada. — Kris nunca foi seu para começo de conversa. E só estamos levando Tessa para mantê-la em segurança.

Karen riu com amargura.

— Em segurança? Com você? Francamente... Você me odeia tanto que não duvido que fosse capaz de machucá-la só para me atingir.

Kris se esforçou para manter a voz serena por causa de Tessa em seus braços, a cada instante aquilo se tornasse mais difícil.

— Chega, Karen. Thalassa não é nada como você.

Karen estendeu a mão em direção a Tessa, mas Kris a puxou para trás de imediato, estreitando os olhos.

— Sim, eu concordo que ela é sua filha, como disse ontem, mas não vou deixar você simplesmente levá-la de mim. — Afirmou Karen. — Se quiser vê-la, pode me avisar, mas ela ainda é pequena e precisa de mim, da mãe dela.

Kris soltou um riso sarcástico, embora a mágoa brilhasse em seus olhos.

— E onde estava toda essa preocupação quando você a deixou aqui para ficar com o seu amante? Ou será que esqueceu desse detalhe?

Nesse instante, Boatemaa deu um passo à frente, com o rosto marcado pela preocupação.

— Ele tem razão, senhora. — Começou com hesitação. — Ela não deveria ter ficado sem companhia, ainda mais depois do aviso dos gêmeos e da Sra. Cynthia. Se a senhora tivesse chegado um pouco mais cedo, teria presenciado a cena humilhante: juntaram os pertences de Tessa com os seus e já estavam decididos a mandá-la embora.

Primeiro, Karen lançou os olhos para as malas espalhadas na sala de estar, e, logo em seguida, estreitou o olhar antes de encarar Kris de novo.

— Se quer apontar dedos, aponte para os membros da sua família, não para mim.

Então, ela se aproximou um passo dele.

— Eu quero ficar com a mamãe e o papai. Não quero mais que vocês briguem...

Com os punhos cerrados e a fúria prestes a transbordar, Kris enxergou o que Karen tramava: manipular a filha através da própria inocência, obrigando-a a escolher e pintando nele a figura do vilão.

No fundo, ele desejava arrancar Tessa daquele lugar, mas o medo do impacto que isso teria sobre a menina o deteve.

Foi então que Thalassa se adiantou.

— Karen, se for ficar com Tessa, ao menos a tire desta casa e dessas pessoas. Leve-a para um lugar seguro, longe dessa confusão. Por que não a leva para a casa da mamãe? Lá ela será amada e cuidada.

A expressão de Karen se retorceu em desprezo.

— Primeiro de tudo, pare de chamá-la de "mamãe"! Ela não é sua mãe, por mais que você deseje que fosse. — Cuspiu. — E não, não vou ficar na casa daquela traidora. Vou para outro lugar.

Thalassa balançou a cabeça, com um sorriso amargo surgindo em seus lábios.

— Se você acha que Rita é uma traidora por revelar a verdade, então o que isso faz de você, Karen?

— Chega! — Colocando-se no meio das duas com determinação, Boatemaa tomou Tessa dos braços de Karen com cuidado, e sua voz saiu terna, embora carregada de firmeza. — Essa discussão não faz bem para a menina.

E passou a mão carinhosamente no cabelo de Tessa, em um gesto para acalmá-la.

Logo, Kris se aproximou de Karen, com os olhos escurecidos, e falou em tom baixo mas firme:

— Aproveite enquanto pode, porque não vai durar. Minha filha não vai crescer sob sua influência. Vou entrar com o pedido de guarda unilateral.

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