Depois de espalhar o conteúdo do primeiro galão de gasolina, Linda passou para o próximo, e depois para o seguinte, até terminar todos.
Logo, o líquido impregnou-se nas fendas das vigas de madeira, respingou sobre as caixas de papelão espalhadas pela sala e formou poças próximas à cadeira onde Thalassa estava presa.
O coração de Thalassa martelou violentamente em seu peito, mas ela manteve o rosto firme, dominado por uma expressão de desafio. "Não! Ela não podia deixar que aquilo acontecesse. Tinha que agir, fazer alguma coisa. Morrer ali não era uma opção. Kris e Alex a aguardavam… E Alex precisava da mãe!" No entanto, por mais que se debatesse, o nó em seus pulsos não cedia.
Assim que terminou de despejar o conteúdo do último galão, Linda largou o recipiente vazio, que tombou no chão com um estalo abafado. Ela então se endireitou com tranquilidade, limpando as mãos no tecido do vestido, e um sorriso torto surgiu em seus lábios ao se virar devagar para encarar Thalassa.
De uma cadeira próxima, pegou sua bolsa e retirou de dentro um pequeno dispositivo, aproximando-se logo depois com passos calculados e expressão satisfeita, erguendo o objeto como se estivesse exibindo um troféu.
— Isto. — Começou Linda, com a voz impregnada de um prazer cruel. — É um detonador. Assim que eu ajustar o temporizador, ele vai explodir em dez minutos. Mas não se preocupe, você não vai morrer na explosão. Não. Ela será apenas o início de um pequeno incêndio, suficiente para acender toda essa gasolina.
Em seguida, ela fez um gesto teatral em volta de si.
— Consegue imaginar as chamas rastejando lentamente até você, enquanto continua amarrada a essa cadeira, sem conseguir se mover, até o momento em que o fogo tocar seu vestido?
Linda inclinou-se, com a voz agora carregada de um deleite doentio.
— Sabe o que é sentir a pele queimar centímetro por centímetro até desaparecer por completo, deixando só cinzas para trás? Pois é isso que vai acontecer com você. Diga, ainda tem vontade de rir?
Thalassa engoliu em seco, com a garganta tão áspera quanto areia e o pulso batendo com tamanha força que parecia ressoar em seus próprios ouvidos, mas se recusou a permitir que Linda percebesse o medo em seus olhos. Em vez disso, sustentou o olhar da mulher e respondeu entre dentes:
— Por que não acaba logo com isso?
Linda inclinou a cabeça, fingindo decepção.
— Nem ao menos vai tentar se salvar? Nada de choro, nenhum pedido de misericórdia?
Contudo, os lábios de Thalassa se curvaram num sorriso sarcástico.
— Por que eu imploraria? Nós duas sabemos que isso não mudaria nada.
Diante do comentário, Linda soltou uma risada curta e balançou a cabeça.
— Você realmente não tem graça. — Deu de ombros, recuando. — Mas tem razão. Seria burrice esperar que eu a deixasse ir, porque eu não perdoo meus inimigos.
O som frio de um bip ecoou pelo cômodo no momento em que ela apertou o botão do detonador, que segurava erguido com firmeza enquanto o temporizador começava a marcar o tempo.
Abaixando-se logo depois, Linda colocou o aparelho sobre uma poça de gasolina, levantando-se com calma e estalando as mãos como se tivesse cumprido uma tarefa importante.
— Pronto. — Disse ela num tom quase alegre. — Dez minutos. Tempo suficiente para eu sair daqui, não acha?
Logo depois, pendurou a bolsa no ombro e caminhou até Thalassa, olhando-a de cima com um sorriso que beirava a piedade.
— Você tem razão. — Continuou Linda, com a voz suave, mas venenosa. — O Kris vai me odiar ainda mais por isso. Mas sabe de uma coisa? Eu já aceitei. Meu filho nunca vai me amar de novo. Então, ao menos, vou viver com a satisfação de saber que fiz você pagar caro por ter arruinado a minha vida.
A mandíbula de Thalassa se contraiu com o seu comentário.
— Foi você quem arruinou sua própria vida!
No entanto, Linda a ignorou e virou-se para a saída.
— Mande lembranças à Rita quando chegar ao inferno, está bem?
Ela estava prestes a sair quando uma voz ecoou no ambiente.
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