O coração de Thalassa bateu violentamente dentro do peito enquanto os capangas se aproximavam cada vez mais.
No entanto, ela manteve o rosto firme, o maxilar cerrado, e embora cada instinto gritasse para que entrasse em pânico, porque sabia que aquilo não era brincadeira, recusou-se a dar a Linda ou aos homens dela essa satisfação.
— Nem ousem se aproximar! — Cuspiu entre os dentes, com a voz firme apesar da tempestade que rugia dentro de si.
Ao ouvir isso, um dos capangas jogou a cabeça para trás e riu.
— Ela está tentando se fazer de durona. — Disse, com os lábios se curvando em um sorriso lascivo. — Relaxe, amorzinho. Em pouco tempo, vamos reduzir você a uma coisinha obediente, implorando desesperadamente para ser usada por nós.
Ela arrastou a cadeira para trás com força, os músculos se retesando contra as amarras que a imobilizavam, porém um dos capangas logo contornou suas costas, aproximando-se com mãos ásperas que tocaram os nós que prendiam seus pulsos.
Na mesma hora, Thalassa sentiu o hálito quente dele contra sua nuca ao murmurar:
— Não dificulte as coisas para você mesma resistindo.
No instante em que começou a desfazer os nós, um telefone tocou, cortando a tensão com seu som abrupto. Resmungando, um dos capangas pegou o celular do bolso e estreitou os olhos para a tela, visivelmente irritado.
— É o celular daquela vadia. — Disse a outro, erguendo-o. — Aquela que eu comi na outra casa.
A voz afiada de Linda cortou o momento.
— Que celular é esse? — Os saltos ressoavam com força enquanto ela marchava em direção ao homem, exigindo com voz firme o que queria.
O capanga sorriu de lado ao entregar o aparelho.
— Da outra vadia que você mandou a gente pegar. Achei bonito, parecia caro, então fiquei com ele. Minha mulher vive pedindo um igual, sabe como é... — Ele deu de ombros, como se tivesse feito algo perfeitamente justificável.
O tapa de Linda foi súbito e brutal, fazendo o som estalar pelo galpão enquanto o capanga cambaleava, levando a mão ao rosto com uma expressão atônita.
— Que diabos foi isso? — Rosnou, com o choque dando lugar à raiva.
— Idiota! — Linda vociferou, apertando o telefone com força. — Você tem ideia do que causou?
O homem franziu o cenho, confuso.
— O quê? É só um celular.
Linda inclinou-se para ele, com os dentes à mostra como um animal selvagem.
— Você é tão ignorante que nem percebe que celulares podem ser rastreados! E você trouxe isso para cá!
O rosto do capanga empalideceu.
— Merda!
O olhar de Linda desceu para a tela do aparelho, estreitando-se ao ver o pequeno ícone de localização piscando no canto.
— Ele está sendo rastreado agora mesmo.
Outro homem falou, com a voz subindo em pânico.
— Vamos esmagar então. Vamos destruir isso!
Linda lançou um olhar furioso para ele.
— E de que adianta? Ainda vai mostrar a última localização do aparelho e mesmo assim vai trazê-los até aqui!
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