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A Incrível Ex-Esposa do CEO Está de Volta! romance Capítulo 93

— Por que ela está demorando tanto? — Kris resmungou para Alden, que estava sentado na cadeira de visitante ao lado.

— Me perdoe se pareço esperto demais, mas, considerando que estamos em um hospital, é bem provável que ela esteja atendendo pacientes. Não seja tão impaciente. — Comentou Alden, com sarcasmo.

Com isso, Kris lançou um olhar fulminante para ele e continuou remoendo sua impaciência. Poucos minutos depois, a porta se abriu e a médica em questão entrou no consultório com passos firmes.

— Me desculpem. Houve uma complicação com um paciente que exigiu minha atenção. — Explicou, aproximando-se da cadeira para se sentar.

Diante da explicação, Alden sorriu com ar vitorioso para Kris, como quem dizia "eu te avisei", antes de se virar para a médica.

— Tudo bem, doutora. Os pacientes vêm em primeiro lugar.

— Obrigada. — Ela retribuiu com um sorriso grato, então voltou-se para Kris. — Sr. Miller, em que posso ajudá-lo?

— A senhora é a médica que atendeu Thalassa, não é? — Ele perguntou com um semblante sério e tom firme que a deixou visivelmente tensa.

— Sim. — Respondeu ela.

Não precisava perguntar de quem ele falava, já que o investigador particular dele estivera ali semanas antes, fazendo perguntas sobre o ataque que Thalassa havia sofrido.

Logo, Kris foi direto ao ponto:

— Quero os detalhes exatos do local onde minha esposa foi socorrida pela ambulância no dia do ataque.

— Local exato?

— Sim. — Ele confirmou. — O ponto exato onde ela foi encontrada. Coordenadas de GPS. Preciso de tudo. Sei que esses registros são salvos por, no mínimo, seis anos.

A médica mordeu os lábios, pensativa.

— Sim, exatamente... Mas apenas até certo ponto. Embora eu consiga acessar o registro e informar o local, o bairro, a rua e o endereço, infelizmente, não temos as coordenadas precisas armazenadas no sistema.

— Mas, se ajudar de alguma forma, ela foi encontrada a uma certa distância de um beco na rua. — Acrescentou rapidamente, como se quisesse apaziguá-lo.

Como percebeu que a médica estava ficando nervosa, Alden decidiu intervir.

— Agradeço muito, doutora. Essa informação certamente nos será útil, mas, ainda assim, precisamos dela imediatamente.

— Tudo bem, com licença. Já volto. — Disse ela, levantando-se e saindo do consultório.

Assim que ela saiu, Alden revirou os olhos e olhou para Kris.

— Você realmente precisa bancar o inacessível o tempo todo? Sério, não se iluda. Você é feio demais para ela e, pode acreditar, ela não estava flertando com você.

Ainda assim, Kris não esboçou o menor sorriso, o que fez Alden suspirar. Embora Kris nunca tivesse sido exatamente o tipo divertido, a verdade era que, nos últimos anos, aquilo só havia piorado. Mesmo assim, seria justo culpá-lo? Afinal, nada parecia dar certo em sua vida.

Alden já ia comentar algo, mas foi interrompido quando o celular de Kris tocou. Ao pegar o aparelho no bolso e olhar para a tela, Kris simplesmente congelou.

Mesmo sem ter salvo o número de Thalassa, o sistema do celular identificou o nome dela assim que a ligação começou. Na mesma hora, o coração dele acelerou, quase sem controle. Não sabia por que ela estava ligando, mas o simples fato de ela ter feito isso já significava mais do que ele gostaria de admitir.

Sem hesitar, atendeu e levou o celular ao ouvido.

— La... Thalassa. É bom ouvir sua voz.

Ele não conseguia acreditar no que estava ouvindo. "O que teria causado essa mudança repentina de opinião? Como ela podia sequer cogitar soltar Karen da prisão?"

— Você tem razão. Eu quero justiça. E é você quem está deixando a assassina da nossa criança andar por aí como se fosse uma santa. — Ela rebateu do outro lado da linha.

Com isso, Kris soltou um suspiro pesado.

— Você deixou a Karen envenenar tanto a sua mente contra minha mãe que acabou sendo convencida a soltá-la, não foi? Por que você não entende que ela está te manipulando? Ela só quer transferir a culpa para minha mãe!

— Eu não te liguei para discutir, porque eu sei exatamente do que estou falando. A única pessoa sendo enganada aqui é você. — Ela respondeu com firmeza, e depois fez uma pausa. — Apenas faça o que eu pedi.

No entanto, ele negou com a cabeça, decidido.

— Não. Me desculpa, mas não vou fazer isso. Eu não sei por que você mudou de ideia assim do nada, mas não vou permitir que a morte do nosso filho fique impune. Nem todas as outras coisas que a Karen fez com você!

— Tudo bem. Eu mesma vou resolver isso. — Ela disse, e, antes que ele pudesse responder, a ligação foi encerrada.

Diante da situação, Kris apertou o celular com tanta força que ouviu um estalo, embora nem se preocupasse em olhar para a tela.

— A Thalassa quer que a Karen seja solta da prisão? — Alden perguntou, perplexo, depois que Kris abaixou o celular.

Kris assentiu com os dentes cerrados de raiva. "Como Thalassa conseguia demonstrar tanta misericórdia por Karen, quando nem se dava ao trabalho de tentar entendê-lo?" Aquilo doía mais do que ele conseguia explicar.

— E você recusou?

— É claro que recusei! — Rosnou Kris. — Ela continua achando que foi minha mãe quem mandou aquele homem, mas eu preciso fazê-la enxergar a verdade. Preciso encontrar o desgraçado que atacou ela o quanto antes... E arrancar a verdade dele!

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