Ela tinha toda a minha atenção.
Cada fibra do meu ser ansiava por atravessar o quarto, tomá-la nos braços e torná-la minha para sempre. Que se danasse Dierdra.
Mas era isso que Avery queria?
Ali naquele quarto, com a luz da lareira brincando pelo corpo dela naquela roupa deslumbrante, cada uma das barreiras contra nós dois estarmos juntos derretia rapidamente.
— Avery.
Eu me senti como um homem se afogando, tentando alcançar uma corda, quando o nome dela escapou dos meus lábios.
— Eu não esperava...
Procurei as palavras certas, atrapalhado.
— Não achei que você fosse querer...
A mim, era o que eu pensava, mas, em vez disso, falei:
— ... Algo assim. Eu não imaginei...
Que ela estaria disposta a comprometer seus ideais para ficar comigo.
— Você não me imaginou assim? — Ela perguntou, com um pequeno sorriso provocante que fez meu pulso falhar por uma batida.
Vergonhosamente, eu a havia imaginado de muitas formas nas últimas semanas. Imaginei como ela seria contra mim, sob mim, na minha cama.
A realidade dela destruía facilmente aqueles devaneios.
— Vejo que minha imaginação é lamentavelmente pouco inspirada.
A verdade era tudo que eu conseguia dizer.
— Você sempre parece adorável, mas isto é outra coisa.
Ela me deu um sorriso que era puro pecado e estendeu as mãos para agarrar minha gravata. Meu coração martelava no peito. Estávamos realmente fazendo aquilo?
— Diga-me. — Exigi.
Eu precisava saber que ela realmente queria aquilo. Que realmente me queria.
Porque eu nunca a tinha desejado tanto.
Ela me puxou em direção à cama e me fez descer. Sob mim, ela parecia perfeita. Quando seus lábios encontraram os meus, finalmente senti aquele contato de alta voltagem que eu vinha ansiando. Queria devorá-la ali mesmo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Amada do Alfa Sem Coração