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A Luna Amada do Alfa Sem Coração romance Capítulo 132

Ponto de vista de Avery

— Acorde.

Alguém estava me chamando. Gemi em protesto. Parecia que eu tinha acabado de pegar no sono.

— Avery. — A voz insistiu.

Devagar, abri os olhos e vasculhei o quarto escuro. O sol ainda não tinha começado a nascer, e sombras se estendiam de todos os cantos.

— Sim? — Perguntei, mas não houve resposta.

Não havia ninguém ali.

Confusa, sentei-me na cama e olhei ao redor. Meu corpo parecia pesado de cansaço, mas eu não estava tão exausta quanto imaginei que estaria depois de apenas algumas horas curtas de sono.

— Olá? — Chamei.

Eu tinha sonhado com aquela voz? Agora que pensava nisso, ela não parecia de ninguém que eu conhecia. Era uma voz feminina, forte e firme.

Que sonho estranho.

Levantei-me e fui ao banheiro. Encarei meu rosto no espelho sob o luar que entrava pelas janelas.

Eu parecia um fantasma. Meus cabelos caíam sobre os ombros em longas mechas, e meus olhos estavam profundos e escuros.

Eu precisava de um banho.

Abri a água quente e me sentei na borda da banheira, observando a porcelana se encher de água fumegante.

— Avery. — A voz falou de novo, e eu soltei um grito.

Parecia vir bem de trás de mim.

Girei e dei um salto ao ver um rosto pálido ao meu lado, então, um segundo depois, percebi que era apenas eu no espelho outra vez.

Examinei o banheiro escuro ao redor, mas os azulejos brancos não escondiam nenhum intruso. Levantei-me e olhei de volta para o quarto, mas minha porta para o corredor estava trancada e não havia ninguém presente.

Tão estranho. Talvez eu não estivesse completamente acordada.

Ao voltar para o banheiro, vi algo no espelho que me fez parar. A marca no meu pescoço tinha voltado, escura e inteira, cobrindo o ponto onde meu pescoço encontrava o ombro.

Encarei-a maravilhada. Ela havia desaparecido semanas antes, quando a Deusa da Lua me deu sua bênção e a ocultou para minha segurança. Agora, sob o luar, destacava-se de forma intensa contra minha pele pálida.

Ergui a mão até o pescoço e a coloquei sobre a marca. Ao tocá-la, senti-a arder quente, como se estivesse febril, e então a senti.

“Avery”, veio a voz mais uma vez, e dessa vez consegui reconhecer que ela não vinha de fora, mas de dentro da minha cabeça. Havia uma presença junto dela, algo que só podia ser minha loba.

Ela estava aqui!

A alegria me inundou, e sorri feito boba para mim mesma no espelho, vendo minhas íris brilharem em amarelo pela primeira vez na vida.

“Você existe!”, pensei para ela, exultante. “Eu sempre soube que existia, mas ninguém nunca acreditou em mim!”

“Estou aqui”, sua voz soou distante, mas forte. “Sempre estive.”

“Então por quê...?”, perguntei, deixando minha confusão e frustração vazarem. “... Ainda há algo errado comigo, para você não ter aparecido antes?”

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