Engraçado, ela era quem vinha tentando me expulsar...
Balancei a cabeça, sentindo a fraqueza no meu corpo avançar rapidamente enquanto aquela discussão continuava. Lidar com Dierdra era exaustivo nos melhores dias, mas, com meu corpo ainda se curando, e com o dano contínuo que eu tinha recebido pelas mãos dela, eu sentia minhas forças vacilarem.
Lutei para encontrar palavras que refutassem suas acusações. Gideon ainda estava abatido, encarando Dierdra enquanto ela chorava e choramingava.
— Você devia me a-a-ajudaaaar! — Dierdra lamentou. — Não me odiar porque sou uma renegada! Não é minha culpa eu ter sido capturada p-p-pelo Rei dos Renegados!
— Não, eu... — Comecei a dizer, mas Dierdra me interrompeu.
— Você é a Luna! Você deveria me proteger!
Ela afundou no chão.
— Eu faria qualquer coisa pelo meu companheiro, enquanto você só o deseja pelo que ele pode fazer por você!
Dierdra arremessou as palavras contra meu rosto com veneno.
— Eu me afastaria se achasse que você fosse qualquer coisa além de uma interesseira!
Ela apontou o dedo para mim, tremendo, ao dizer a última parte.
Furiosa, encarei-a com plena consciência do que ela fazia, e ela vacilou sob meu olhar. Eu estava perplexa por ela sequer fingir que estaria disposta a se afastar. Gideon também pareceu chocado com suas palavras. Ele deu um passo na direção de Dierdra e a encarou de cima, parecendo confuso sobre como proceder.
Eu precisava responder, mas o que poderia dizer? Se Gideon realmente esperava que eu provasse que não era interesseira, como eu faria isso? Afinal, eu tinha pedido o divórcio, e ele tinha recusado.
Ele era quem me mantinha ali por tempo indeterminado. A única coisa que eu esperava dele era que me ajudasse a resgatar minha mãe das garras do Rei dos Renegados.


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