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A Luna Amada do Alfa Sem Coração romance Capítulo 179

Essas pessoas jamais questionariam as ordens da Luna em um fórum público, mas exporiam suas dúvidas em particular, para vizinhos ou amigos. A fofoca se espalhava rapidamente em uma alcateia unida, e seus olhares silenciosos e julgamentos sussurrados eram palpáveis, se você soubesse o que procurar.

O merceeiro tinha terminado de registrar as compras do cliente, e eu havia voltado minha atenção ao trabalho, quando um par de botas parou na beirada do meu campo de visão.

— Parece trabalho pesado. — O homem disse, lançando os olhos para mim, enquanto mantinha o rosto virado para longe dos meus guardas.

Sua voz era baixa, para não atrair a atenção deles.

Não respondi nada. Eu estava proibida de falar, mas estava curiosa sobre o que aquele homem tinha a dizer, então virei o corpo ligeiramente em sua direção para indicar que estava ouvindo.

— Vê alguém trabalhar tanto assim, dia e noite, e a gente começa a se perguntar se as pessoas dando ordens conseguiriam fazer sequer metade do que você faz. — Ele continuou casualmente, esfregando uma sobrancelha e fingindo olhar uma prateleira próxima.

Eu ousaria responder? Talvez fosse alguém que Dierdra tinha enviado como teste. Eu não podia arriscar.

De repente, uma fruta apareceu sobre o palete em que eu trabalhava, e a encarei surpresa. O homem a tinha colocado ali tão rápido que eu nem o vi se mover.

— Você está magra feito um graveto. Só uma pessoa cruel colocaria você para passar por isso, ainda por cima ferida. Pegue isso, e não se surpreenda se alguns outros tentarem fazer o mesmo.

Guardei a fruta no bolso rapidamente, tentando garantir que os guardas não vissem o movimento furtivo, e ergui os olhos para o morador amigável.

— Obrigada. — Falei, minha voz áspera pelo desuso.

— O problema de fazer as pessoas realizarem esse tipo de trabalho é que, no começo, a intenção é humilhar, mas isso também deixa você mais forte. Depois de vê-la na rua todos os dias, sabendo o quanto trabalha duro, o povo acaba percebendo que aquilo que vê e aquilo que ouve não combinam. — Os olhos do homem brilharam para mim enquanto ele fingia procurar o recibo na bolsa.

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