(PONTO DE VISTA DE AVERY)
Ele era tão forte que eu não tinha dúvidas de que poderia me quebrar se tentasse. Ainda assim, meu corpo me traiu e eu me aconcheguei mais perto daquele corpo quente e musculoso. O contato era reconfortante para meus músculos cansados.
— Você subestima quantas vezes fui punida por tiranos mais mesquinhos e cruéis que você. — Sussurrei com a voz rouca, cansada de lutar. — Faça o seu pior.
Inclinei a cabeça para trás, expondo minha garganta. Meus dedos repousavam sobre o peito dele, que pareciam feitos de ferro.
O som que Gideon emitiu foi puramente predatório. Sua mão deslizou pelo meu ombro e envolveu meu pescoço suavemente. Ele pressionou os quadris contra os meus, prendendo-me enquanto abaixava a cabeça em direção ao meu pescoço.
Senti sua respiração atrás da minha orelha e o ouvi inalar profundamente, aspirando meu cheiro. Seus dedos apertaram levemente minha garganta. Eu murmurei com a pressão, sentindo o fogo acender em meu ventre.
Gideon gemeu; seus lábios roçaram o lóbulo da minha orelha.
— Você não quer me ver no meu pior. — Ele disse, com a voz grossa e áspera no meu ouvido. De repente, ele deu uma mordidinha na minha orelha e eu soltei um gemido de surpresa. Sua mão deslizou da minha garganta para tapar minha boca.
Encarei o teto por cima dos ombros dele enquanto seus dentes roçavam meu pescoço. Abafados pela mão dele, os sons que eu emitia eram obscenos. Senti quando suas presas se estenderam, tocando minha pele enquanto sua boca pairava sobre minha marca escondida.
Oh, Deusa, pensei. Algo em mim pulsava, querendo desesperadamente que ele cravasse aquelas presas no meu pescoço e me marcasse.
Eu me arqueei contra ele, puxando-o para mais perto. Sua outra mão deslizou pela minha cintura e me levantou, forçando um joelho entre minhas pernas. Sua coxa musculosa pressionava meus músculos doloridos, e eu sentia o calor dele irradiando contra mim. Gemi alto.


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