Guardei a conta no bolso e tomei uma decisão.
Eu encontraria Avery sozinho.
Ainda naquela noite.
...
Ponto de vista de Avery
— Você está doente? — Asher me encarou.
Levantei-me devagar, tentando ignorar minhas pernas trêmulas.
— Acho que tive uma intoxicação alimentar.
— Então devemos levá-la a um médico.
Ele agarrou meu pulso.
— Você precisa estar em perfeita forma para a cerimônia de acasalamento.
Meu estômago se retorceu de novo, por vários motivos. O enjoo persistente. O medo. E o pavor.
Se Asher descobrisse que eu estava grávida... O que faria com meu filho?
— Eu... Estou bem. — Menti, mas meu rosto pálido dizia tudo.
Asher começou a me puxar para longe do penico. De repente, tive uma ideia e congelei.
— Posso ao menos me trocar primeiro? Não quero continuar usando... Isto.
Asher olhou para mim, então assentiu.
— Muito bem. Tenho algumas roupas ali.
Ele gesticulou para o quarto ao lado.
— Vista o que quiser. Vou chamar a médica.
Depois disso, ele saiu. O guarda continuou do lado de fora da tenda, mas nem tudo estava perdido. Movi-me rápido, revirando as gavetas dele até encontrar algo adequado: uma calça escura e uma camisa combinando. Era parecido o bastante com algumas das roupas que eu tinha visto os Ômegas usando. Talvez eu conseguisse sair sem ser notada.
Vesti as peças, que eram grandes demais, mas serviam. Depois prendi o cabelo para trás e o cobri com um chapéu masculino. Andei pelo perímetro da tenda e testei o tecido em busca de pontos frouxos que pudessem ser levantados.
— Vamos... Vamos... Ahá!
Finalmente encontrei uma parte da lona um pouco solta, que podia ser erguida. Se eu conseguisse rastejar por ali, poderia correr para longe.
— O que você está fazendo?
O som da voz de Asher vindo de trás de mim me fez girar tão rápido que o chapéu caiu, revelando meu cabelo.

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