Eu queria dizer a Asher que faria qualquer coisa. Se aquilo significasse proteger Gideon de um destino certamente longo e agonizante, então eu faria.
Mas eu estava congelada. Por mais que tentasse, as palavras simplesmente não vinham. Porque, no fundo, eu sabia que não conseguiria abortar meu bebê. Era a única coisa que eu tinha. Eu não deixaria Asher tirá-lo de mim, mesmo que isso significasse machucar meu companheiro.
Tinha que haver outro jeito. Minha mente começou a disparar. Gideon não tinha vindo sozinho, tinha? Talvez pudéssemos encontrar ajuda. Sair dali juntos.
E então...
Asher interpretou meu silêncio como um desafio e agarrou a unha de Gideon com o alicate. Dei um passo à frente, a respiração presa. Asher me lançou um sorriso de escárnio que fez minha boca secar.
Então começou a puxar.
Eu queria desviar o olhar enquanto ele puxava, mas não consegui. Forcei minha expressão a permanecer neutra, mesmo quando Gideon acordou e começou a gritar. Mesmo quando o sangue começou a jorrar e a unha se soltou da carne com um som nojento e úmido.
— Ah... Ah... AHHHH!
Gideon despertou de sobressalto, tentando puxar a mão de volta, mas não adiantou. Estava preso à cadeira, completamente à mercê de Asher.
Asher ergueu a unha, ainda coberta de sangue e tecido. Olhou para mim.
— Não? Nada?
Balançou-a um pouco no ar.
— Nenhuma reação à dor do seu namoradinho?
Minha garganta se contraiu. Permaneci em silêncio, embora sentisse vontade de vomitar.
Gideon virou a cabeça devagar. Seus olhos se arregalaram quando me viu parada ali.
— Avery...?

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