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A Luna Amada do Alfa Sem Coração romance Capítulo 296

Ponto de vista de Avery

— Afaste-se de mim. — Gideon disse, empurrando minha mão de volta através das barras.

— Gideon, por favor...

— Eu disse para se afastar! — Sua voz estava rouca. — Você fez sua escolha. Escolheu ele.

Encarei-o através das barras. Seu rosto estava pálido, marcado por sangue e terra. O ferimento em sua lateral ainda vazava sangue.

— Isso não é verdade. — Falei baixinho.

— Você ficou parada ali e assistiu enquanto ele me torturava. Não disse uma palavra. Não tentou impedi-lo. Dierdra sempre esteve certa sobre você.

Meu peito doeu.

— Gideon... Não é o que você está pensando.

— Poupe-me.

Ele virou o rosto.

— Não quero ouvir.

Por fim, a frustração tomou conta de mim. Típico. Ele nunca queria me ouvir, não quando importava. Bem, eu não tinha tempo para as bobagens dele naquele dia. Precisava me concentrar em tirar nós dois dali, e não conseguiria fazer isso se ele estivesse sangrando até morrer.

Cerrando os dentes, enfiei a mão pelas barras de novo, desta vez agarrando seu braço. Ele tentou se afastar, mas o segurei firme, sem me importar se minhas unhas cravavam dolorosamente em sua pele.

— Vou curar você, queira ou não. — Falei. — Então pare de ser um idiota teimoso e me deixe fazer isso.

— Para quê? — Ele desviou o olhar, a mandíbula tensa.

— Porque você está ferido. E eu não consigo tirar nós dois daqui se você estiver machucado demais para andar sozinho.

Puxei a mão de volta e me concentrei no luar. Fechei os olhos e imaginei aquela luz prateada se curvando em direção aos ferimentos dele, como se a própria Deusa da Lua a enviasse. Então coloquei a mão sobre o ferimento em sua lateral.

Gideon sibilou quando o calor se espalhou por sua pele. O sangramento diminuiu, depois parou. A carne rasgada começou a se fechar, devagar, mas com firmeza. Quando abri os olhos, soltei um pequeno suspiro de alívio e surpresa.

Tinha funcionado.

— Obrigada, Deusa da Lua. — Sussurrei.

Assim que aquele ferimento cicatrizou, passei para o seguinte. Este ficava na coxa dele. Eu não estava ali quando foi feito, mas dava para perceber que tinha sido causado pela mesma lâmina de prata.

— Fique parado.

Desta vez, ele não lutou contra mim. Apenas observou enquanto eu trabalhava, a mandíbula se movendo em silêncio.

— Se você realmente escolheu ele. — Disse baixinho. — Então por que está fazendo isso?

Não respondi. Não podia. Não sem explicar tudo, e eu não tinha tempo para isso. Não ali, não agora.

Quando os piores ferimentos estavam fechados, sentei-me para trás.

— Pronto. Isso deve ajudar.

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