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A Luna Amada do Alfa Sem Coração romance Capítulo 308

Ponto de vista de Gideon

Meus homens avançaram, prontos para atacar Asher.

Ele estava fraco. O acampamento atrás dele mergulhava no caos. Metade dos renegados já tinha morrido ou fugido durante meu ataque. Tegan levou a mão até a arma, preparado para matar aquele desgraçado.

Mas estendi o braço e impedi meu Beta de avançar.

— Pare.

Tegan congelou no meio do passo.

— Alfa?

Coloquei-me à frente deles, bloqueando o caminho.

— Esse homem é meu.

Asher riu. Foi um som molhado e rouco.

— Ainda bancando o herói? Mesmo depois de tudo? Ou é tão narcisista assim que quer toda a glória só para você?

— Isso não tem nada a ver com ser herói.

Caminhei na direção dele, os punhos cerrados.

— Você já mexeu demais com minha companheira. Isso termina aqui. Agora.

Asher se afastou da árvore e se endireitou o máximo que conseguiu.

Havia alguma coisa em seu organismo.

Minhas narinas se abriram, captando um cheiro químico. Olhei para Avery, e ela apenas assentiu.

“Morfina”, sua voz sussurrou através do nosso vínculo.

— Um duelo, então? — Asher abriu os braços e sorriu.

— Se quiser chamar assim.

Parei a poucos passos dele.

— De qualquer forma, vou bater em você até não restar mais nada para bater.

— Palavras ousadas para um homem que estava preso numa jaula até uma garota precisar vir salvá-lo.

Asher limpou um pouco de sangue da boca.

— Mas tudo bem. Vamos ver do que você é capaz, Alfa Gideon.

Ele avançou antes que eu pudesse reagir, muito mais rápido do que esperava.

Seu punho acertou minha mandíbula, e cambaleei para trás. A dor explodiu pela minha cabeça, fazendo tudo girar.

Talvez eu realmente não estivesse nas melhores condições para lutar naquele momento.

Mas, de alguma forma, talvez movido apenas pela raiva, consegui permanecer de pé.

Golpeei de volta e acertei suas costelas. Ele grunhiu e se curvou, mas se recuperou depressa e enterrou o ombro no meu estômago.

Nós dois caímos.

Asher agarrou minha garganta e apertou.

Seus dedos pressionaram minha traqueia, cortando o ar. Arranhei suas mãos, tentando arrancá-las dali, mas seu aperto era como uma morsa.

— Acha que é melhor do que eu? — Sibilou.

Seu rosto estava a poucos centímetros do meu, o hálito quente e rançoso.

— Acha que merece ela?

Enterrei o joelho em sua lateral.

Ele arquejou, e seus dedos afrouxaram o suficiente para eu conseguir me soltar.

Empurrei-o para longe e rolei para o lado, puxando ar para os pulmões.

Nós dois nos levantamos cambaleando.

Asher ofegava e balançava um pouco. As drogas já cobravam seu preço, deixando seus movimentos mais lentos e desajeitados.

— Ela é especial, sabe? — Asher disse, enxugando o suor da testa. — Avery. Ela não é só um rostinho bonito. É uma ferramenta. Um meio para um fim. A chave para reconstruir o império Lycan.

— Ela não é uma ferramenta. — Rosnei.

— Você também está usando ela, Gideon. — Asher retrucou. — Pelo seu herdeiro. Pela sua alcateia. Não finja que é diferente de mim.

— Eu não sou nada parecido com você.

— É muito mais parecido comigo do que imagina, Gideon. Nós só queremos coisas diferentes. É tudo. Eu quero meu povo de volta. Você quer proteger o seu. E acontece que a mesma mulher é a chave para nós dois conseguirmos o que queremos.

— Que forma miserável de enxergar a vida.

Comecei a circular ao redor dele devagar.

— Eu já pensei desse jeito. Já enxerguei as pessoas como você enxerga. Como degraus para chegar à próxima grande coisa. Sinto pena de você, Asher. Lamento que, junto com seu olho, tenha perdido também a empatia.

Asher soltou uma risada de desprezo.

— O quê? E você acha que algum dia teve empatia para começo de conversa? Não venha me dizer, Gideon, que o bastardinho híbrido crescendo na barriga de Avery transformou você num homem melhor. Você continua podre por dentro. As pessoas não mudam umas às outras com tanta facilidade.

— Talvez não.

Ergui os punhos.

— Mas Avery é diferente, como você mesmo disse. Ela me mudou. Para melhor. Talvez eu ainda tenha um longo caminho pela frente, mas aí está a diferença: eu tenho tempo para percorrê-lo.

Inclinei a cabeça.

— Você não.

Avancei de novo.

Desta vez, ele estava lento demais para desviar.

Meu punho acertou seu rosto, e ouvi o estalo do osso.

Asher cambaleou para trás, sangue jorrando do nariz.

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