Bufei. Aposto que qualquer homem acharia Jessica uma “boa diversão”.
Gideon me lançou um olhar de aviso.
— Muito do comportamento dela só piorou depois que você chegou.
— Bem, eu não transformei ela em uma garota cruel. — Falei, farejando indignada.
Gideon gesticulou com o garfo no ar.
— Não, mas você bagunçou o paradigma. Acho que Jessica pensava que tinha algo bom acontecendo até então. Você a fez perceber que o castelinho mesquinho que vinha construindo na própria mente poderia desmoronar a qualquer momento.
Eu conseguia ver como aquilo poderia ser verdade. Nós duas estávamos tentando tirar o melhor de uma situação ruim, cada uma à sua maneira.
Eu fazia isso cozinhando o jantar.
Ela fazia isso sendo uma vadia.
— Mais torta de carne? — Perguntei, colocando mais comida no prato dele.
— Sim, por favor. — Gideon pediu. — Vou precisar de energia para caçar Ian e chutar a bunda dele por chegar perto demais da minha Luna. De novo.
Olhei para Gideon com um olhar repressor que não teve efeito algum.
— Ele já passou por bastante coisa. Por favor, não o puna.
Ele ergueu uma sobrancelha para mim, e consegui ver o traço de ciúme que ele tentava deixar de lado.
— Ele precisa parar de monopolizar seu tempo, de qualquer forma. Pretendo dizer isso a ele.
— Fui eu que corri até ele, achando que era você! — Protestei. — Pensei que algo terrível tivesse acontecido!
— Por que pensaria isso? — Gideon perguntou, curioso.


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