Ponto de vista de Gideon
— O-o quê? Seu irmão? O médico da alcateia?
Avery inclinou a cabeça, confusa. A suavidade de... Fosse lá o que ela estivesse fazendo sob o luar começava a desaparecer enquanto ajustava o robe ao redor do corpo.
— Sim. Meu irmão. Hudson. Não o veja.
— Certo, mas por quê?
Ela cedeu tão facilmente que algo no meu íntimo se afrouxou. Parecia genuinamente confusa sobre o motivo do meu pedido.
— Ele estava agindo de forma estranha mesmo. Eu não tinha certeza se deveria mencionar, mas acho que não quero vê-lo de qualquer jeito.
As palavras dela me fizeram querer abraçá-la de novo.
Mas ela não era minha companheira.
Melhor não confundir ainda mais as coisas.
— Há algo errado? — Avery perguntou.
— De forma alguma. — Respondi, reprimindo os sentimentos.
Eu não queria ter que explicar tudo.
— Você desapareceu.
— Ah.
Ela pareceu um pouco envergonhada.
— Eu estava tentando...
Sua voz morreu, como se não tivesse certeza se queria dizer. Ela gesticulou para a floresta.
Olhei ao redor, para as velas acesas, e senti o aroma herbal intenso de alecrim e hortelã esmagados.
— Você está... Invocando um demônio? — Perguntei.
Avery riu, um som adorável.
— Não, não. Só tentando comungar com a Deusa da Lua.
Ela me olhou, tímida.

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