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A Madrastra romance Capítulo 4

— Como foi a semana? Soube que você é o maior pegador da faculdade! - meu pai pergunta durante o jantar.

Olho pra Helena apreensivo, ela tá comendo tranquila quase nem prestando atenção a nossa conversa, não sei dizer se a falta de interesse dela na conversa me deixa aliviado ou triste.

— A semana foi boa! Quem te falou essa história de pegador? - pergunto e meu pai sorri.

— José, o zelador que me falou quando estávamos no bar! Ele disse que todo dia é uma diferente! - eu sei quem é o zelador! É um velho tarado que fica espiando escondido no banheiro das meninas.

— Não há dúvida que puxou pra mim! Não é Helena? - meu pai pergunta para a minha madrasta.

— Ah sim! Filho de peixe. - responde entediada mexendo na sua comida.

— Pois é! Vai sair hoje? Pra... como vocês dizem? Sextar? - meu pai pergunta animado.

— Tô querendo ir numa festa! - respondo.

— Vai sim! Tem que aproveitar! Eu também vou pra uma balada com algumas amigas. - diz e a Helena revira os olhos.

— Você também vai Helena? - pergunto para a minha madrasta.

— Não! - meu pai responde por ela, e novamente ela revira os olhos, depois levanta, recolhe nossos pratos e vai lavar a louça.

Eu me levanto e vou pro meu quarto tomar banho e me arrumar para a festa, quando saio do banheiro, escuto as vozes alteradas do meu pai e da Helena vindo do corredor, em seguida os passos apressados do meu pai descendo as escadas e batendo a porta com força, e o barulho do carro sendo ligado e saindo em seguida.

Tiro minha toalha e visto uma cueca boxer branca, vou até o guarda roupa e começo a procurar short pra vestir, quando escuto um grito e um barulho alto de vidro se quebrando, abro a porta do quarto assustado e vejo que a Helena acabou de jogar um vaso no chão, depois pega uma jarro de enfeite na mesinha do canto e joga no chão fazendo outro barulho.

— Droga de vida! - ela grita e lágrimas começam a rolar pelo seu rosto e meu coração se parte, eu sinto uma necessidade imensa de envolver elas em meus braços e fazer carinho até ela parar de chorar.

— Helena! - falo me aproximando e ela vira o rosto pra o meu lado um pouco desnorteada, eu não tinha me tocado que tinha saído do quarto só de boxer, até ela me olhar.

Ahhhh! Deliciosa!

— Se afasta Natan! - Helena me empurra e sai correndo para o quarto dela, bate a porta e escuto ela trancar.

Eu volto pro meu quarto, tentando controlar minha respiração ofegante, agora que tô longe dela, finalmente consigo raciocinar.

Merda! O que eu fiz!

Que tipo de cafajeste eu sou? Se jogando desse jeito pra cima da mulher do meu pai!

Porra!

Visto minhas roupas em tempo recorde, pego minhas chaves e saio pra descontar toda a minha frustração nessa festa.

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