— Como foi a semana? Soube que você é o maior pegador da faculdade! - meu pai pergunta durante o jantar.
Olho pra Helena apreensivo, ela tá comendo tranquila quase nem prestando atenção a nossa conversa, não sei dizer se a falta de interesse dela na conversa me deixa aliviado ou triste.
— A semana foi boa! Quem te falou essa história de pegador? - pergunto e meu pai sorri.
— José, o zelador que me falou quando estávamos no bar! Ele disse que todo dia é uma diferente! - eu sei quem é o zelador! É um velho tarado que fica espiando escondido no banheiro das meninas.
— Não há dúvida que puxou pra mim! Não é Helena? - meu pai pergunta para a minha madrasta.
— Ah sim! Filho de peixe. - responde entediada mexendo na sua comida.
— Pois é! Vai sair hoje? Pra... como vocês dizem? Sextar? - meu pai pergunta animado.
— Tô querendo ir numa festa! - respondo.
— Vai sim! Tem que aproveitar! Eu também vou pra uma balada com algumas amigas. - diz e a Helena revira os olhos.
— Você também vai Helena? - pergunto para a minha madrasta.
— Não! - meu pai responde por ela, e novamente ela revira os olhos, depois levanta, recolhe nossos pratos e vai lavar a louça.
Eu me levanto e vou pro meu quarto tomar banho e me arrumar para a festa, quando saio do banheiro, escuto as vozes alteradas do meu pai e da Helena vindo do corredor, em seguida os passos apressados do meu pai descendo as escadas e batendo a porta com força, e o barulho do carro sendo ligado e saindo em seguida.
Tiro minha toalha e visto uma cueca boxer branca, vou até o guarda roupa e começo a procurar short pra vestir, quando escuto um grito e um barulho alto de vidro se quebrando, abro a porta do quarto assustado e vejo que a Helena acabou de jogar um vaso no chão, depois pega uma jarro de enfeite na mesinha do canto e joga no chão fazendo outro barulho.
— Droga de vida! - ela grita e lágrimas começam a rolar pelo seu rosto e meu coração se parte, eu sinto uma necessidade imensa de envolver elas em meus braços e fazer carinho até ela parar de chorar.
— Helena! - falo me aproximando e ela vira o rosto pra o meu lado um pouco desnorteada, eu não tinha me tocado que tinha saído do quarto só de boxer, até ela me olhar.



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