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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 208

Um grito agudo cortou seus tímpanos.

Ela despertou subitamente, e a porta do quarto foi aberta num instante.

Teresa, com os olhos arregalados de pânico, encontrou o olhar profundo e sereno de Robson.

"Teve um pesadelo?"

Teresa se encolheu, sentando-se na cama, e sua voz saiu trêmula: "Não se preocupe, Sr. General."

Robson olhou para Teresa e, em voz baixa, deu algumas instruções a um dos funcionários.

Pouco depois, uma das empregadas da Família Guerra, uma senhora de idade, trouxe uma xícara de chá calmante.

"Senhora, beba, por favor."

A empregada, com mãos gentis, enxugou o suor frio da testa de Teresa.

Ao dizer isso, lançou um olhar a Robson. "Deve ter levado um susto. Melhor que alguém fique de vigia esta noite."

Teresa segurou a xícara, e seus olhos límpidos se refletiram no líquido escuro do chá calmante. Ela já tinha recuperado a serenidade rapidamente. "Está tudo bem, foi só um sonho."

Robson ficou parado à porta, sem sair e sem entrar, apenas observando. Só quando Teresa terminou o chá e a senhora levou a xícara, fechando a porta atrás de si, ele se afastou.

Até o som da porta se fechar, Teresa não ouviu Robson dizer nenhuma palavra.

Sem mais sono, Teresa ligou o notebook. As informações sobre Tiago imediatamente apareceram na tela: sua conta bancária continuava congelada, e o dinheiro havia sido roubado — o mesmo método!

Teresa ativou o sistema, tentando rastrear o dinheiro, mas todos os caminhos estavam bloqueados e destruídos.

O caso do roubo bancário ainda não havia terminado. Havia alguém por trás de Tiago, mas, infelizmente, Tiago desaparecera.

Mesmo após tantas buscas, os homens do Diretor Franco não conseguiram encontrá-lo no rio, nem mesmo o corpo.

Teresa decidiu começar pelo sistema do banco. Devia haver um informante interno, só assim o autor intelectual conseguiria roubar o dinheiro congelado com tanta facilidade.

Robson assinava uma pilha de documentos e, de tempos em tempos, olhava para a silhueta ágil e elegante que se refletia na janela do outro lado.

Gustavo, após acalmar Raul e tranquilizar Pablo, desceu e encontrou Marcos assistindo às notícias na televisão.

À beira do rio, havia ocorrido um sequestro; a vítima fora resgatada, e o sequestrador fugira, se lançando ao rio.

Na tela, apareceu a foto do criminoso.

"Se continuar assim, quando Teresa souber, só vai te perdoar menos ainda." Gustavo lançou um olhar para os seguranças ao redor da mansão, e para o celular que ainda estava nas mãos de Marcos.

"Fica em Cidade Vento. Se formos à noite, vamos precisar dormir lá." explicou Elisabete.

Teresa pareceu hesitante. "Prometi passar uns dias com Raul..."

O caso parecia estar resolvido; o restante só dependia de acertar detalhes com o pessoal do Diretor Franco.

Apesar da vontade de encontrar o mandante por trás de tudo, ela se preocupava mais com Beatriz. Além disso, agora longe, quem quisesse lhe fazer mal, não teria mais chance.

Pensando que partiria em alguns dias, Teresa queria aproveitar o tempo com Raul — o aniversário de morte do pai biológico de Raul também estava próximo.

"Quem é Raul?"

Luana entrou e respondeu imediatamente: "É o filho da Srta. Souza."

"Filho?" Elisabete arregalou os olhos para Teresa.

"Teresa o reconheceu como filho de criação."

Robson, com expressão impassível, lançou um olhar a Luana, que logo deixou os papéis e saiu do salão de jantar.

"Ah, então é filho de criação."

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