Elisabete ficou visivelmente assustada, mas ao ver Teresa tão jovem e cheia de vida, não parecia ter sido mãe.
Teresa assentiu com a cabeça. "A história do Raul é um pouco triste. Os pais biológicos dele já não estão mais entre nós, e eu também não o vejo com frequência. Desta vez, foi raro voltar, e ele está muito apegado."
"Entendi." O coração de Elisabete se comoveu. "Então, por que não traz o menino para cá? Ele pode ficar conosco na casa."
"Assim você pode ficar com Raul e também com Robson, seria perfeito. E lá na Fazenda Ramalho é tudo tão bonito, tem natureza, vocês podem passear juntos."
Teresa percebeu o olhar esperançoso de Elisabete. "Então, mais tarde vou buscar minha bagagem e perguntar a opinião do pai do Raul. Se ele concordar, eu trago Raul para cá."
Ao ouvir isso, Elisabete franziu ligeiramente a testa e olhou para Robson, com um leve tom de reprovação no olhar.
O padrinho do Raul, não deveria ser ele?
Como poderia ser outra pessoa?
Teresa teria passado a noite na casa de outro homem?
Lembrou-se do que Dona Wilma contara na noite anterior: o casal estava morando separado, o comportamento deles era frio, Teresa teve pesadelos, e o próprio filho não subiu para confortá-la.
O clima entre eles deixava Elisabete inquieta.
Recém-casados, deveriam estar inseparáveis.
No entanto, Robson realmente estava ocupado, a casa cheia de gente; mesmo que quisessem, não havia privacidade.
Elisabete tentou se consolar, dizendo: "Então, convide o padrinho do Raul para ficar alguns dias conosco também. Teresa, não precisa se preocupar, me passe o endereço e eu mando alguém buscar."
Robson olhou para o secretário, que disse a Teresa: "Dr. Braga tem tentado entrar em contato com o Sr. General para alinhar algumas questões."
Teresa assentiu, e assim ficou decidido.
A família Guerra enviou um motorista para levar Teresa ao banco, onde ela relatou ao Diretor Franco as informações e suspeitas que havia descoberto na noite anterior.
"Suspeito que o responsável por trás disso seja o Alan," disse o Diretor Franco. "Talvez tenha sido ele quem mandou Tiago te sequestrar."
Seguranças traziam notícias constantemente: "Senhor, não há sinal da senhora no hotel, nem no trabalho."
Marcos estava sentado na sala escura, o olhar profundo fixo na porta.
A imagem de Teresa surgia repetidamente em sua mente.
Da jovem bela e inocente, à mulher confiante e elegante, ele estivera com ela por dez anos.
A tensão em sua mente só aumentava, e sempre, no final, o que restava era a imagem de Teresa partindo, magoada e desesperançada.
A dor em seu peito era tão forte que parecia impossível respirar.
De repente, a porta se abriu.
Uma silhueta delicada surgiu na penumbra, os passos se aproximando, o contorno ficando cada vez mais nítido para ele.
A voz suave e límpida de Teresa, que só ela tinha, soou no ar: "Gustavo, Raul, vocês estão em casa?"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano
Por que escrevem que os capítulos são gratuitos e no entanto do 41 para frente estão todos bloqueados e tem que pagar? Por que mentir que são liberados?...