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A Máscara do Casamento: Sinceridade e Engano romance Capítulo 211

Pablo murmurava baixinho enquanto caminhava à frente com o secretário masculino. "Os convidados do Dr. Braga são bem estranhos, até assustadores. Ainda estão conversando lá em cima."

"O Dr. Braga só anda com os grandes nomes da pesquisa. É normal você não entender o jargão deles." O secretário comentou em tom de brincadeira.

"Isso é verdade. Todos parecem muito competentes, mas também meio excêntricos. Acho que é o padrão dos grandes cientistas."

Robson caminhava ao lado de Teresa. A manga branca de sua camisa tocava levemente a curta manga do vestido dela. Ele perguntou em voz baixa: "Quer dar o braço?"

"Uhum."

Teresa percebeu o olhar de Robson se voltar para a porta; o pomo-de-adão dele subiu e desceu suavemente enquanto falava. Sabendo que Vasco e Elisabete os aguardavam do lado de fora, ela passou o braço pelo dele.

Atrás do tecido leve e macio, a pele deles se roçou delicadamente.

Juntos, saíram da mansão e cumprimentaram Vasco e Elisabete, que esperavam no carro preto.

Uma fila de carros pretos deixou o condomínio à beira-mar, muitos deles ocupados por agentes especiais armados e treinados.

Isso fazia com que os seguranças reunidos na mansão não ousassem agir precipitadamente.

Na varanda do segundo andar, os olhos negros de Marcos eram profundos e insondáveis.

"Senhor, é a Família Guerra." O chefe da segurança trouxe a informação. "Com essa pompa, mesmo em Cidade Luminária são dos mais influentes."

"A senhora não estava com o Dr. Braga?"

"Como poderia..."

Marcos se lembrou do som do sino vindo do carro preto com a bandeira nacional. Naquele momento, Teresa estava lá dentro.

Lembrou da vez em que procurava no prédio do governo de Cidade Luzidia e encontrou Robson. Como um funcionário de alto escalão estaria em meio a um incêndio com uma subordinada?

Naquela ocasião, Teresa estava no prédio do governo.

O sinal do celular viera do aeroporto militar; Teresa estava no avião de Robson!

Era ele!

Esse falso moralista!

Aproveitou-se da situação e levou sua esposa embora!

Marcos recordava os momentos em que quase reencontrou a esposa.

A Mansão Ramalho ficava à beira-mar; à frente, a praia e o oceano, atrás, um jardim denso e verdejante.

Para recepcionar a Família Guerra, os Ramalho organizaram um jantar festivo com fogueira na praia.

Os membros da Família Ramalho aguardavam ansiosos e, enfim, puderam ver Robson, o neto talentoso que não viam há anos. Surpreendeu-os vê-lo agora acompanhado até de noiva.

Teresa, sentindo-se cansada, caminhava sozinha pela areia, de longe observando Robson, cercado de parentes e convidados, brilhando entre eles.

De repente, da Mansão Ramalho, saiu um cachorrinho que correu até ela, latindo de forma adorável.

Teresa se agachou e acariciou a pelagem branca e macia. Ela já tivera um cachorrinho assim; quando sua mãe faleceu, ele também partiu.

Assim que baixou a mão, o cachorrinho se virou e correu alegremente de volta para a Mansão, olhando para trás a cada poucos passos, como se a chamasse.

Sem perceber, Teresa seguiu o animalzinho.

Ao entrar na mansão, porém, perdeu-o de vista.

De repente, ouviu atrás de si o som de um galho quebrando. Virando-se, viu um rosto familiar.

Ele se aproximou passo a passo, trazendo uma expressão de dor jamais vista. Segurou sua mão e, sofrendo, chamou por ela: "Querida, finalmente te encontrei."

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